Alckmin defende fortalecimento da indústria para país superar renda média
Cumprindo agenda em BH, vice-presidente defendeu a reindustrialização e citou medidas do governo para ampliar competitividade
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O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda-feira (3/8), durante agenda em Belo Horizonte, que o Brasil só conseguirá alcançar um patamar de renda mais elevada se fortalecer a indústria. Em um evento voltado ao debate dos desafios do setor industrial, Alckmin defendeu políticas para estimular a inovação, reduzir a burocracia e ampliar a competitividade da produção nacional.
“O Brasil não vai passar de renda média para renda mais alta se não agregar valor, se a indústria não crescer. E nós estamos há 40 anos com uma indústria em dificuldades, em razão de questões tributárias, custo de capital e custo Brasil”, disse durante sua fala no evento Eloos, promovido pela Rádio Itatiaia.
Ao apresentar as ações do governo federal para o setor, Alckmin destacou a Nova Indústria Brasil (NIB), lançada em 2023, e afirmou que a política está estruturada em quatro eixos voltados ao fortalecimento da atividade industrial.
Segundo ele, um dos pilares é o incentivo à inovação, com R$ 109 bilhões destinados à pesquisa e ao desenvolvimento. O vice-presidente também ressaltou medidas para reduzir o tempo de análise de pedidos de patentes. “Patentes, estávamos levando sete anos para o registro. Conseguimos baixar para menos de quatro anos e queremos encerrar o ano em três anos. A meta é chegar a dois anos”, disse.
Alckmin também destacou a agenda de sustentabilidade e afirmou que Minas Gerais será beneficiada pelo avanço dos biocombustíveis. Como exemplo, citou o aumento do percentual de etanol misturado à gasolina para 32%.
Outro desafio, segundo o vice-presidente, é ampliar a competitividade da indústria brasileira diante da concorrência internacional. “O desafio é que temos que conseguir enfrentar a Ásia, que tem custo baixo, tecnologia e escala”, afirmou.
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Tarifaço dos Estados Unidos
O vice-presidente também comentou os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que o governo pretende manter as negociações com a administração norte-americana, ao mesmo tempo em que busca ampliar o acesso a novos mercados internacionais.
“Exportação é fundamental para ter escala. Quero destacar os acordos comerciais. Hoje, dos produtos de Minas, 75% estão fora do tarifaço. Inclusive, ferro-gusa, laranja e café. Doze por cento estão na Seção 302, igual a todos no mundo, então não perdemos competitividade. E realmente, em torno de 15%, estão na Seção 301, e o empenho é para mudar isso. O governo não vai sair da mesa de negociação. São momentos mais difíceis, mas isso passa”, afirmou.
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Alckmin acrescentou que o Brasil também trabalha para diversificar seus parceiros comerciais.
“Também precisamos aumentar e diversificar nossos mercados. O Brasil está tentando novos parceiros para vender carne. Na Europa, estamos trabalhando para resolver a questão da carne bovina”, disse.