Sérgio Moro oficializa candidatura ao governo do Paraná pelo PL
Em discurso aos filiados, Moro destacou sua trajetória na magistratura e relembrou sua atuação à frente da Operação Lava-Jato, investigação que lhe deu projeção nacional
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O Partido Liberal (PL) oficializou, neste sábado (1º/8), a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná durante convenção realizada em Curitiba. O evento também confirmou Edson Vasconcelos (PL) como candidato a vice-governador e as candidaturas de Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado Federal.
Em discurso aos filiados, Moro destacou sua trajetória na magistratura e relembrou a atuação à frente da Operação Lava-Jato, investigação que lhe deu projeção nacional. "Eu sou o juiz da Lava-Jato. Eu sou o juiz que comandou a maior operação da história do Brasil contra a corrupção. Eu sou aquele que, munido da lei, da Justiça e da verdade, enviou para a prisão aquelas pessoas que roubaram o nosso país. Poderosos ladrões foram presos e receberam o que mereciam. Eu sou como vocês. Aquele que assistiu, desconsolado, quando, por mentiras, por reviravolta política, jogaram um caminhão de mentiras contra a operação Lava-Jato", afirmou.
Na disputa estadual, o PL integra uma coligação formada também por Podemos, Democracia Cristã e Novo. Pouco antes da convenção do PL, o Novo havia oficializado a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado, compondo a chapa da aliança.
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Aos 54 anos, Sergio Moro é senador pelo Paraná, ex-juiz federal e professor universitário. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e mestre pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), atuou por mais de duas décadas na magistratura federal, conduzindo processos relacionados ao combate ao crime organizado e à corrupção.
Como titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro ficou conhecido nacionalmente por conduzir ações da Operação Lava-Jato, entre elas o processo que resultou na condenação do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá.
A decisão, proferida em 2017 e confirmada posteriormente por instâncias superiores, levou Lula à prisão em 2018. Anos depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a suspeição de Moro na condução do caso, entendendo que houve parcialidade na atuação do então magistrado, o que resultou na anulação das decisões e dos atos processuais relacionados ao processo, inclusive o do presidente Lula.
Após deixar a magistratura, Moro assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro, cargo que ocupou entre janeiro de 2019 e abril de 2020. Atualmente, exerce mandato no Senado, com atuação voltada a temas como segurança pública, infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico.
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O calendário eleitoral prevê que as convenções partidárias sejam realizadas até 5 de agosto. Em seguida, os partidos deverão registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. A campanha eleitoral terá início oficialmente no dia seguinte. Nas eleições de 4 de outubro, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais.