O pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo (MDB), se encontrou com o governador Mateus Simões (PSD), também na disputa pelo Palácio Tiradentes, outra vez nesta sexta-feira (31/7), mas descartou uma composição.

Em post nas redes sociais, o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte contou que foi procurado duas vezes por Simões para conversar: ontem e hoje. “Não havia outra atitude da minha parte senão aceitar. É assim que amigos agem. É assim que pessoas públicas devem agir.”

Simões tentou apoio do MDB

As reuniões ocorreram em um momento de crise na pré-campanha do governador, que viu o ex-secretário Marcelo Aro (PP), um dos seus aliados mais importantes, abandonar o barco e articular a própria candidatura ao governo, levando consigo o apoio da federação União-PP, que era tido como garantido por Simões. 

“Nos últimos dias, os mineiros acompanharam acontecimentos políticos que dominaram o noticiário sobre as eleições deste ano. Não li as notícias com satisfação. Elas apenas reforçam uma convicção: Minas Gerais está precisando de postura”, comentou Gabriel, em referência também à incerteza em torno da possível candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) ao governo.

Em busca de reagir, Mateus Simões procurou o MDB para buscar um possível apoio à sua candidatura, garantindo também mais tempo de televisão e de rádio. Ele já havia se reunido com Michel Temer, cacique da legenda, e com o deputado federal Baleia Rossi, presidente nacional.

A tentativa, entretanto, não obteve sucesso. Gabriel Azevedo será confirmado como candidato ao governo amanhã (1º/8), na convenção estadual do MDB, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ele relatou que o segundo encontro contou com os presidentes estaduais do MDB e do PSD, o deputado federal Newton Cardoso Jr. e o deputado estadual Cassio Soares, respectivamente.

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“O diálogo produziu uma conclusão muito clara: o MDB terá o seu candidato ao Governo de Minas Gerais. O PSD terá o seu candidato ao Governo de Minas Gerais. E o povo mineiro terá alternativas para escolher. Foi exatamente isso que defendi. Adversários precisam ser capazes de conversar com civilidade, sentar-se à mesma mesa e respeitar as diferenças. Amigos podem disputar uma eleição sem deixar de ser amigos”, completou Gabriel.

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