O candidato do Avante à Presidência da República, o psiquiatra e escritor Augusto Cury, defendeu neste sábado (25/7), durante visita à Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, prisão perpétua para crimes contra mulheres e crianças em caso de abusos sexuais.
Durante agenda no município, Cury afirmou que o país precisa adotar medidas mais rígidas para proteger pessoas em situação de vulnerabilidade. “Uma nação que não cuida das pessoas vulneráveis não é digna de se desenvolver. A cada cinco horas, uma mulher morre vítima dos seus parceiros ou familiares. Acredito que a prisão perpétua seria uma saída para a epidemia de feminicídios”, declarou.
Cury participou de encontros com lideranças políticas locais e realizou uma palestra ao lado do presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé (MG), e do prefeito de Contagem, Ricardo Faria (PSD). A convenção nacional do partido para oficializar sua candidatura está marcada para 3 de agosto, em São Paulo.
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Além da pauta de segurança pública, Cury destacou a necessidade de ampliar o debate sobre saúde emocional no país. Segundo ele, o tema deve ser tratado como um direito fundamental e incorporado às políticas públicas. “O país está doente. A sua, a nossa população está doente. Saúde é o bem-estar físico, mental e emocional”, afirmou.
Cury também criticou desigualdades enfrentadas pelas mulheres, especialmente no acesso ao crédito. De acordo com ele, há distorções no sistema financeiro que penalizam o público feminino. “Uma mulher que quer montar um salão de beleza paga mais caro no crédito do que um homem, mesmo sendo melhor pagadora. Isso é uma crueldade”, disse.
Cury destacou ainda as dificuldades, segundo ele, enfrentadas pelas famílias brasileiras para equilibrar despesas básicas. “As pessoas chegam em casa e fazem contas antes de dormir. Alimentação, moradia, transporte e saúde não fecham no orçamento”, afirmou.
Ao comentar o cenário político, o pré-candidato criticou a polarização e defendeu maior diálogo entre diferentes grupos. Para ele, o país vive um ambiente de conflito que impede avanços. “É um país cansado da polarização, cansado dessas brigas, mas ainda está adormecido”, declarou.
Ele defendeu a construção de um pacto nacional que reúna governadores, economistas e especialistas para conduzir o país de forma conjunta. “Não é um governo de um homem. É o governo de todos. Precisamos de união para desenvolver o país”, afirmou.
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Na área da educação, o candidato defendeu mudanças no ambiente escolar, com maior valorização dos professores e atenção à saúde emocional dos estudantes. Segundo ele, o modelo atual não atende às necessidades das novas gerações. “Os alunos estão ansiosos, irritadiços. Precisamos de uma nova sala de aula, com desafios, estímulos e melhores condições para os professores”, afirmou.
