Quem vai coordenar a campanha do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas Gerais é seu filho, o vereador de Belo Horizonte Pedro Patrus (PT). Ao Estado de Minas, ele contou bastidores da construção do plano para as eleições de 2026.
Como coordenador-geral, Pedro recebeu do pai a missão de liderar uma coordenação ampla, que ainda está em construção, já que a pré-candidatura foi oficializada nessa segunda-feira (20/7). A ideia é incluir representantes das bancadas estadual e federal do Partido dos Trabalhadores, bem como lideranças dos outros partidos da Federação Brasil da Esperança, que inclui PCdoB e PV. Possíveis alianças, como o PSB, também devem participar.
"Nós estamos construindo com a participação de todos. A ideia é uma coordenação bem ampla e participativa. Estamos conversando, principalmente com os partidos da federação. E com especialistas, na questão do plano de governo, que já tem muitas coisas escritas, muitos conteúdos já postos", contou o vereador.
Terceira opção?
Pedro critica quem aponta a escolha de Patrus Ananias como mera "terceira opção" do PT para o governo de Minas. Declaradamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha a preferência por apoiar o senador Rodrigo Pacheco (PSB) no pleito estadual, mas ele recusou. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) também foi cotada, porém preferiu se manter na disputa pelo Senado.
"Tem muita gente dizendo que ele é 'a terceira opção'. Não. É uma opção assertiva no momento que o partido precisa de um bom palanque para o presidente Lula. E também uma candidatura bem viável para o governo de Minas", defendeu.
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Retorno às raízes
A escolha por lançar uma candidatura própria vem também de uma busca do PT por valorizar suas raízes e causas históricas. Patrus Ananias é filiado ao partido desde a fundação, em 1980, e inclusive já concorreu ao governo duas vezes: em 1998, como cabeça de chapa, e em 2010, como vice de Hélio Costa.
"Acho que a escolha do nome vem por meio da experiência, da história que ele tem. Do presente que ele tem e também do futuro. Ele foi vereador de Belo Horizonte, prefeito, ministro do governo Lula, ministro do governo Dilma. E também como deputado federal, que criou a frente parlamentar de defesa da soberania nacional, tem feito a discussão das terras raras. Além de discussões na área da educação, da segurança alimentar, da assistência social", valorizou o filho.
Para a campanha, Pedro promete "diálogo com povo": "Em defesa de uma gestão que atue muito para as pessoas que mais precisam, para os mais pobres, para a gente, né? Menos número e mais gente."
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A candidatura tem a missão de reverter um mau momento do PT nas disputas estaduais. Em 2018, o então governador Fernando Pimentel (PT) ficou até de fora do segundo turno, atrás de Antonio Anastasia (PSDB) e Romeu Zema (Novo). Já em 2022, Zema foi reeleito no primeiro turno, batendo Alexandre Kalil (então no PSD, hoje no PDT), que teve a bênção de Lula, vitorioso no estado.
