O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em oposição à reeleição de Lula (PT), elogiou indiretamente o passado do petista e disse que "muitos têm memória boa" dele.
Flávio abriu transmissão ao vivo na noite dessa segunda-feira (13/7) para se posicionar sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibi-lo de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na prisão domiciliar.
Após desaprovar a determinação, que chamou de “tentativa de interferir nas eleições”, o senador engatou em um monólogo de críticas a Lula, se colocando como único disposto a batê-lo na "última oportunidade de mudar".
Em determinado momento, Flávio se referiu positivamente ao primeiro governo petista: “Muita gente tem uma memória positiva lá de trás. Muita gente acha que o Lula de hoje é aquele Lula de 2003, o bonzinho, paz e amor”.
Como quem percebe um ato falho, o senador riu após a fala e completou afirmando que Lula “poderia ter feito 10 vezes melhor”: “O mundo inteiro cresceu, e o Brasil ficou para trás”, em referência ao momento de crescimento da economia mundial no início do século.
Flávio concluiu apontando mudança no comportamento do adversário: “Aquele Lula bonzinho lá de trás, paz e amor, hoje virou uma pessoa rancorosa, odiosa, maldosa, que usa a máquina para perseguir inocentes”.
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Proibido de visitar o pai
No sábado (11/7), Flávio abriu uma transmissão ao vivo em que leu uma carta escrita por Bolsonaro e destinada ao “povo brasileiro”. Moraes avaliou que a live violou uma determinação judicial que impede Bolsonaro de se comunicar pelas redes sociais, mesmo por terceiros, e impediu o filho de visitar o pai por 90 dias.
“Eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições. Alguém acha que isso é uma coincidência? Qual o critério para estabelecer 90 dias?”, criticou Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República.
Para se defender, o filho “01” do ex-presidente mencionou que este já teve outras quatro cartas divulgadas desde que está preso. Não houve decisão semelhante de Moraes nos outros casos.
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Flávio ainda acusou: “Mais uma vez, o Alexandre de Moraes quer só uma desculpinha para tirar meu pai da domiciliar. Não vamos ser ingênuos”.
