O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tentar “interferir nas eleições” ao impedi-lo de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na prisão domiciliar.
“Eu só poderia voltar a falar com o presidente Bolsonaro após o primeiro turno das eleições. Alguém acha que isso é uma coincidência? Qual o critério para estabelecer 90 dias?”, criticou Flávio, que é pré-candidato à Presidência da República.
Moraes avaliou que o ex-presidente violou uma determinação judicial que o impede de se comunicar pelas redes sociais, mesmo por terceiros. No sábado (11/7), Flávio abriu uma transmissão ao vivo em que leu uma carta escrita por Bolsonaro e destinada ao “povo brasileiro”.
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Flávio Bolsonaro se defende
Para se defender, o filho “01” do ex-presidente mencionou que este já teve outras quatro cartas divulgadas desde que está preso. Não houve decisão semelhante de Moraes nos outros casos.
Flávio ainda acusou: “Mais uma vez, o Alexandre de Moraes quer só uma desculpinha para tirar meu pai da domiciliar. Não vamos ser ingênuos”.
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Ele também disse que o pai "não se manifestou de qualquer forma" sobre a divulgação da carta nas redes sociais. Na decisão, Moraes deu 48h para a defesa de Bolsonaro explicar se ele sabia que a mensagem seria divulgada dessa forma.
