Ao menos 6 integrantes da família Bolsonaro devem concorrer em outubro
Entre eles está o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, a mãe, Rogéria, e os irmãos, Carlos e Renan
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Segundo levantamento do Correio Braziliense, ao menos seis parentes do ex-presidente Jair Bolsonaro devem concorrer a cargos eletivos nas eleições de 2026. Entre eles, está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que oficializou sua candidatura à Presidência da República no último sábado (25/7).
Além do primogênito de Jair, somente outras duas candidaturas foram homologadas desde o início das convenções partidárias, que se encerram na próxima quarta-feira (5/8). É o caso de Rogéria Bolsonaro (PL), mãe de Flávio, que anunciou hoje (29/7) que será candidata a deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro.
O único irmão do ex-presidente que irá concorrer nestas eleições, Renato Bolsonaro (PL), também já teve a homologação da candidatura a deputado federal por São Paulo. Vale lembrar que ele já concorreu a prefeito de Registro, cidade paulista do interior, em 2024, mas não foi eleito. Antes, também tentou, sem êxito, se eleger como prefeito e vereador.
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As candidaturas de Carlos e Jair Renan Bolsonaro devem ser oficializadas na convenção estadual do PL em Santa Catarina (SC) em 1° de agosto. O primeiro tentará o Senado Federal e o segundo, a Câmara dos Deputados.
Além deles, no dia 2, próximo domingo, a convenção do partido no Distrito Federal deve oficializar o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado Federal. Apesar dela não ter dito oficialmente que será candidata, há um esforço e otimismo de aliados para que isso aconteça.
Ainda vale mencionar um primo distante de Jair Bolsonaro, Marcelo Bolsonaro, que é pré-candidato a deputado estadual por São Paulo.
Dois Bolsonaros estão inelegíveis
Além do ex-presidente Jair Bolsonaro — que segue preso em prisão domiciliar — o filho Eduardo Bolsonaro também está inelegível. Em junho de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Eduardo a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo que investigou a tentativa de golpe de Estado.
A inelegibilidade do filho de Bolsonaro decorre da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar n° 135/2010). Ela determina a inelegibilidade de políticos condenados por decisão de órgão judicial colegiado, por abuso de poder, ou que renunciaram a cargos para evitar cassações.
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O prazo de restrição é de oito anos, podendo se estender conforme a gravidade do delito. Mesmo diante desse cenário, Eduardo segue dizendo que participará como suplente da chapa de André de Prado (PL) ao Senado.