Avalanche defende pagamento por hora, imposto único e empreendedorismo
Durante sabatina do Correio Braziliense, o pré-candidato afirmou que reduzir a jornada 6x1 sem alterar a carga tributária pode comprometer a sobrevivência das empresas
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O pré-candidato à Presidência da República Leonardo Avalanche (PRTB) defendeu nesta terça-feira (28/7) a substituição do atual modelo de jornada de trabalho por um sistema de remuneração por hora, semelhante ao adotado nos Estados Unidos.
Em sabatina promovida pelo Correio Braziliense, o presidenciável afirmou que reduzir a jornada 6x1 sem alterar a carga tributária pode comprometer a sobrevivência das empresas e voltou a defender a criação de um imposto único de 3,5%.
Questionado sobre o debate em torno do fim da jornada 6x1 e o impacto da medida na produtividade, Avalanche disse que a discussão não deve se limitar à redução da carga horária. Segundo ele, o principal obstáculo enfrentado pelos empresários é o sistema tributário brasileiro.
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"Eu sou favorável até a acabar com a jornada de trabalho. Eu sou favorável a pessoa receber pela hora trabalhada. Você vê que a maioria da nossa geração, a maioria dos jovens do Brasil, tem o sonho americano de ir para os EUA para trabalhar por hora e ganhar por hora", afirmou.
O pré-candidato argumentou que uma eventual redução da jornada, sem mudanças na tributação, elevaria os custos das empresas. "Hoje, do jeito que já está, você imagina só, o cara já paga ali quase 50% de imposto. Se você diminuir a jornada de trabalho nesse modelo tributário, vai falhar as empresas", declarou.
Avalanche também afirmou que a alta carga de tributos contribui para o fechamento de empresas e disse que sua proposta de imposto único busca reduzir a sonegação, ampliar a arrecadação e estimular a atividade econômica. "Pensando nisso, nós lançamos a questão do imposto único. Nós demonstramos na prática que, com um imposto de 3,5%, evitamos a sonegação, diminuímos em grande massa a corrupção no Brasil e triplicamos a arrecadação do governo federal com essa mera redução", disse.
Ao ser questionado sobre como ficariam direitos trabalhistas, como férias e 13º salário, em um modelo de pagamento por hora, o pré-candidato voltou a criticar a legislação trabalhista e o sistema de Justiça do Trabalho. "Essa questão dos direitos também seria pela hora trabalhada. Nós somos quase o único país do mundo que temos um Tribunal Superior do Trabalho (TST). Isso é feito para beneficiar o trabalhador, em parte sim, só que, via de regra, isso quebra a maioria dos empresários nessas ações trabalhistas", afirmou.
Segundo Avalanche, embora reconheça que parte dos trabalhadores tenha direitos legítimos, há casos em que ex-funcionários utilizam ações judiciais de forma recorrente. Para ele, o problema está associado ao atual modelo tributário. "Isso quebra qualquer empresário, e a gente tem que ter coragem de falar isso. Esse é um grande gargalo que nós temos", declarou.
Empreendedorismo e mudanças no mercado de trabalho
Durante a sabatina, Avalanche também comentou o desinteresse de parte dos jovens pelo emprego com carteira assinada e defendeu uma formação voltada ao empreendedorismo. Para o pré-candidato, o sistema educacional brasileiro prepara estudantes para serem empregados, e não para criarem seus próprios negócios. "Desde a hora que a criança entra na escola até chegar à faculdade, ela é formada para ser um trabalhador, não para ser um empreendedor, não para ser um empresário da sua própria vida", afirmou.
Ele defendeu que o governo valorize quem decide empreender e invista na qualificação voltada às novas profissões da economia digital. "Temos que conciliar os dois modelos, mas valorizando principalmente aquele que quer empreender, aquele que quer fazer o seu negócio acontecer. Essa pessoa também precisa de colaboradores", disse.
Ao abordar os impactos da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho, Avalanche afirmou que diversas profissões passarão por profundas transformações e defendeu a capacitação da população para o uso das novas tecnologias.
"O modo de trabalhar mudou. Com essa questão da tecnologia e das IAs, nós podemos observar que profissões como médicos, advogados e engenheiros estão para desaparecer. Hoje você pega uma IA, um aplicativo, e ele faz tudo. A máquina erra menos do que o ser humano", declarou.
O presidenciável afirmou que o Brasil precisa preparar trabalhadores de todas as idades para lidar com ferramentas digitais e inteligência artificial, sob risco de perda de competitividade. "Temos que implantar isso o mais rápido possível para a nossa juventude e para toda a população. Nós mesmos, na nossa geração, alguns de nós estamos atrasados. Temos que aprender a mexer com essas ferramentas digitais e com as inteligências artificiais, senão ficaremos todos fora do mercado de trabalho", concluiu.
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A sabatina com os presidenciáveis deste ano tem o apoio da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), da Federação Nacional de Auditores Fiscais Tributário (Fenat), da Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais(Febrafite) e da Unafisco Nacional.