TCE-MG

Minas e municípios gastam o dobro com pós-desastre do que com prevenção

Entre 2012 e 2025, foram R$ 823 milhões no contra R$ 462 milhões em prevenção; estado destina menos de 1,1% do orçamento à área

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Minas Gerais e seus municípios gastaram o dobro com ações de resposta e recuperação de desastres do que com prevenção entre 2012 e 2025. Foram R$ 823 milhões no pós-desastre, contra R$ 462 milhões em medidas preventivas, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). O levantamento também indica que o estado reserva menos de 1,1% do orçamento para ações preventivas.

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O relatório detalha falhas estruturais na prevenção. De acordo com o estudo, os mapas de áreas de risco estão desatualizados e incompletos,

Minas Gerais e seus municípios gastaram o dobro com ações de resposta e recuperação de desastres do que com prevenção entre 2012 e 2025. Foram R$ 823 milhões no pós-desastre, contra R$ 462 milhões em medidas preventivas, segundo auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). O levantamento também indica que o estado reserva menos de 1,1% do orçamento para ações preventivas.

O relatório detalha falhas estruturais na prevenção. De acordo com o estudo, os mapas de áreas de risco estão desatualizados e incompletos, o que compromete o planejamento urbano e a definição de prioridades; o monitoramento climático e hidrológico é insuficiente, com número reduzido de estações e distribuição irregular no território; os sistemas de alerta operam com limitações técnicas e baixa manutenção; e a maioria dos municípios não possui protocolos consolidados para emissão de avisos à população.

A auditoria também aponta deficiência de pessoal qualificado. Segundo o levantamento, 44% dos municípios mineiros não possuem agentes capacitados para atuar na prevenção e resposta a desastres. De acordo com o estudo, a falta de equipes técnicas permanentes nas Defesas Civis municipais dificulta  a execução de ações preventivas, o monitoramento de áreas de risco e a adoção de medidas antecipadas diante de eventos extremos.

Outro ponto crítico apontado pela auditoria é a fragilidade na articulação entre estado e municípios. Parte das prefeituras não dispõem de estrutura institucional mínima para a área, o que compromete a implementação de políticas contínuas. O estado também não possui um fundo financeiro específico para a Defesa Civil, limitando a execução de obras estruturais, como contenção de encostas e sistemas de drenagem.

O relatório reúne informações dos 853 municípios mineiros, consultas às 18 regionais de Defesa Civil e visitas técnicas a 11 cidades. Segundo o coordenador da auditoria, Ryan Brwnner Pereira, a frequência e a intensidade dos desastres vêm aumentando, em um cenário de urbanização desordenada e ocupação de áreas vulneráveis.

De acordo com o levamento, em 2024, Minas Gerais registrou 520 desastres ambientais. Desse total, 216 foram causados por chuvas intensas, 154 por seca e estiagem, 42 por vendavais e ciclones e 28 por incêndios florestais. Esses dados, segundo o TCE-MG, são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

e hidrológico é insuficiente, com número reduzido de estações e distribuição irregular no território, os sistemas de alerta operam com limitações técnicas e baixa manutenção, e a maioria dos municípios não possui protocolos consolidados para emissão de avisos à população.

A auditoria também aponta deficiência de pessoal qualificado. Segundo o levantamento, 44% dos municípios mineiros não possuem agentes capacitados para atuar na prevenção e resposta a desastres. De acordo com o estudo, a falta de equipes técnicas permanentes nas Defesas Civis municipais dificulta a execução de ações preventivas, o monitoramento de áreas de risco e a adoção de medidas antecipadas diante de eventos extremos.

Outro ponto crítico apontado pela auditoria é a fragilidade na articulação entre estado e municípios. Parte das prefeituras não dispõe de estrutura institucional mínima para a área, o que compromete a implementação de políticas contínuas. O estado também não possui um fundo financeiro específico para a Defesa Civil, limitando a execução de obras estruturais, como contenção de encostas e sistemas de drenagem.

O relatório reúne informações dos 853 municípios mineiros, consultas às 18 regionais de Defesa Civil e visitas técnicas a 11 cidades. Segundo o coordenador da auditoria, Ryan Brwnner Pereira, a frequência e a intensidade dos desastres vêm aumentando, em um cenário de urbanização desordenada e ocupação de áreas vulneráveis.

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De acordo com o levantamento, em 2024, Minas Gerais registrou 520 desastres ambientais. Desse total, 216 foram causados por chuvas intensas, 154 por seca e estiagem, 42 por vendavais e ciclones e 28 por incêndios florestais. Esses dados, segundo o TCE-MG, são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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