Carlos após ação da PF na casa de Bolsonaro: ‘Parem de torturar meu pai’
Filho do ex-presidente critica nova ação da Polícia Federal e compara tratamento dado ao pai ao de aliados do presidente Lula
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O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) reagiu à operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília (DF). Em publicação nas redes sociais na manhã desta quarta-feira (8/7), ele disse que o pai é alvo de "perseguição", "injustiça" e "tortura".
"Meu Deus do céu... Por favor, parem de torturar meu pai. Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura", escreveu Carlos na rede social X (antigo Twitter).
Na mesma publicação, o filho do ex-presidente comparou a situação de Bolsonaro ao tratamento dado a aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Enquanto isso, o filho do Lula, o Lula e os chefes da facção não sofrem nenhuma cosquinha frente a todos os escândalos financeiramente revelados diariamente", escreveu.
Meu Deus do céu, Meu Deus do céu….
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) July 8, 2026
Por favor, parem de torturar meu Pai.
Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura.
Enquanto isso o filho do Lula, o lula e os chefes da facção não sofrem nenhuma cosquinha frente a todos os escândalos financeiramente… https://t.co/49mxIxVImn
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A declaração faz referência às investigações que envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, no escândalo do INSS. O nome de Lulinha foi citado no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura irregularidades em repasses.
Embora não tenha sido alvo da operação, um ex-funcionário de um dos investigados afirmou, em depoimento, que ele receberia valores mensais de um dos supostos articuladores do esquema, conhecido como "Careca do INSS".
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Operação da PF
A manifestação ocorreu após a Polícia Federal cumprir um mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (8/7), na casa onde Bolsonaro está em prisão domiciliar. Segundo a defesa do ex-presidente, os agentes procuravam armas de fogo, munições, acessórios e documentos de registro, mas nenhum dos itens foi localizado. O mandado foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto das determinações para o recolhimento das armas registradas em nome de Bolsonaro.