Aliados de Flávio veem influência de ministro em ataque de Michelle
Entorno do senador atribui ofensiva da ex-primeira-dama a informações ligadas ao caso Master no STF
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Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, passaram a atribuir a ofensiva pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) contra o enteado à influência de informações relacionadas ao caso Banco Master em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
A suspeita circula no entorno do parlamentar após o agravamento do rompimento político e pessoal entre os dois. As apurações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
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Segundo interlocutores de Flávio, a avaliação é de que informações sobre o processo teriam chegado a Michelle por meio do ministro André Mendonça, do STF, responsável pela relatoria do caso Master e por autorizar eventuais novas operações da Polícia Federal (PF).
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A crise ocorre em meio ao desgaste provocado pela divulgação, pelo The Intercept Brasil, de que Flávio Bolsonaro teria cobrado R$ 134 milhões do empresário Daniel Vorcaro para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro, intitulado "Dark horse". A repercussão do caso ampliou a pressão sobre o senador e coincidiu com o rompimento com Michelle.
Vídeo
Em vídeo publicado nas redes sociais, a ex-primeira-dama declarou ter sido humilhada e maltratada por Flávio durante uma conversa telefônica e que não fala com o enteado desde o fim de 2025. Ela também negou ter condicionado apoio à eventual candidatura presidencial do senador a um pedido público de desculpas.
Após a divulgação do vídeo, Flávio Bolsonaro reagiu às acusações. O senador disse que "nunca humilhou uma mulher na vida" e negou qualquer atitude desrespeitosa contra Michelle. O episódio levou a ex-primeira-dama a anunciar sua saída da presidência do PL Mulher.
Aliados de ambos os lados afirmam não enxergar sinais de reconciliação. Pessoas próximas à família Bolsonaro reconhecem que a relação entre Michelle e os enteados sempre foi marcada por momentos de aproximação e distanciamento, mas avaliam que uma trégua antes das eleições se tornou improvável.
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Integrantes do grupo político da ex-primeira-dama ressaltam que ela deverá manter-se em silêncio durante a campanha eleitoral e concentrar-se nos cuidados da filha mais nova e de Jair Bolsonaro, cuja prisão domiciliar foi prorrogada na última sexta-feira (3/7) pelo ministro Alexandre de Moraes.