Presidente estadual do MDB, o deputado federal Newton Cardoso Jr. afirmou que uma eventual conversa sobre aliança com o PT na disputa pelo governo de Minas Gerais "ainda não aconteceu". Sem confirmar nem descartar a possibilidade, ele defendeu, em conversa com a imprensa nesta sexta-feira (19/6), que o debate eleitoral no estado precisa superar a polarização entre esquerda e direita.

Cardoso participou da cerimônia de inauguração do Hospital Regional de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Essa conversa ainda não aconteceu. Tenho defendido que é preciso despolarizar a eleição em Minas Gerais. É necessário construir um caminho de frente ampla, olhar para o centro e assumir um compromisso com o desenvolvimento do estado. O endividamento de Minas é hoje a pauta mais importante que estamos discutindo, pelo menos internamente no MDB", declarou.

O pré-candidato do MDB ao Palácio Tiradentes, Gabriel Azevedo, passou a ser apontado como uma das alternativas para compor o palanque de Lula em Minas após o senador Rodrigo Pacheco (PSB), até então favorito do presidente, confirmar seu desinteresse pela disputa. A articulação em torno do nome do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte tem sido defendida pela ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), que se reuniu com Gabriel nas últimas semanas.

No início deste mês, os presidentes nacionais do PT e do MDB, Edinho Silva e Baleia Rossi, respectivamente, discutiram em Brasília a possibilidade de construção de uma frente ampla democrática em Minas Gerais.

Segundo Newton Cardoso Jr., a definição sobre uma eventual aliança deverá ocorrer apenas ao longo das próximas semanas, até o início das convenções partidárias, previsto para 20 de julho.

"Está tudo muito aberto ainda. Vamos ter pelo menos mais 40 dias até as convenções. É nesse período que acredito que as coisas começarão a se desenrolar e que os acordos efetivamente começarão a ser discutidos", disse.

O dirigente emedebista também demonstrou confiança no desempenho eleitoral do pré-candidato da legenda. "Estou muito confiante na possibilidade de vitória do Gabriel", afirmou.

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Questionado se a frente ampla defendida por ele poderia incluir o PT, Cardoso preferiu não antecipar uma posição e deixou a resposta para o próprio pré-candidato. "Ele é a pessoa mais indicada para responder essa questão, porque será ele quem conduzirá essas conversas", declarou.

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