A Força Atleticana Revolucionária, por meio de seu presidente, Marcelo Saad, protocolou nesta segunda-feira (1º/6) uma representação junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pedindo providências contra a solenidade de entrega do título de cidadão honorário da capital mineira ao senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcada para esta terça-feira (2/6) na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Por meio de uma nota, a FAR sustenta que a honraria pode estar sendo usada com finalidade político-eleitoral, e não como reconhecimento legítimo por serviços prestados à cidade. A torcida também registrou um boletim de ocorrência. A torcida convocou um protesto contra a entrega do título, marcada para esta terça-feira (2/6). Em resposta, outras organizações de apoio a times também convocaram atos, só que a favor do senador. Em função dessas convocações, a CMBH e a Polícia Militar farão um esquema especial de segurança para evitar conflitos.

Segundo o pedido, o vereador Vile Santos (PL), autor da homenagem, declarou publicamente que a entrega seria uma forma de “receber nosso futuro presidente”, frase que, na avaliação da torcida, demonstra que a honraria municipal estaria sendo transformada em palco para a campanha de Flávio.

A torcida também informou que fez um boletim de ocorrência e solicitou à Polícia Civil que seja investigada a informação veiculada pela extrema direita de que o Comando Vermelho estaria planejando matar Flávio em Minas Gerais.

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Os organizadores negam de forma categórica qualquer plano de violência, ameaça, obstrução ou tentativa de impedir a entrada de Flávio, vereadores, servidores ou qualquer pessoa na Câmara Municipal. Segundo a nota, o ato foi convocado como manifestação pacífica, democrática e sem armas, tendo sido comunicado preventivamente às forças de segurança justamente para evitar tumultos.

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