O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) prometeu não recuar após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.
Paulo Gonet, procurador-geral da República, considerou que Zema ultrapassou os limites da “crítica institucional” ou da “paródia política” em vídeo que ironiza ministros do STF.
“Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros”, respondeu o mineiro.
Zema é pré-candidato à Presidência e tem usado ataques ao STF como estratégia de projeção política. Recentemente, trocou farpas com Mendes, que pediu para o ministro Alexandre de Moraes incluí-lo no inquérito das fake news.
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Denunciado pela PGR
Moraes acionou Gonet, que entendeu que o foro adequado é o Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que a acusação tem relação com o exercício do cargo, uma vez que Zema teria divulgado o vídeo em perfil público enquanto atuava como governador.
O vídeo em questão faz parte da série “Os Intocáveis”, na qual o ex-governador satiriza ministros do STF e os retrata como fantoches. A publicação mostra os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes “negociando” decisões judiciais, com o segundo pedindo uma “cortesia” em um resort como pagamento. Para Mendes, o vídeo “vilipendia” a imagem e a honra dele e do Supremo.
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“Se estão incomodados com uma sátira, deve ser que a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro”, completou Zema.
