A Câmara Municipal de Governador Valadares aprovou, nessa quinta-feira (15/5), a cassação do mandato do prefeito Coronel Sandro (PL) por supostas irregularidades na contratação do transporte escolar do município. O impeachment foi aprovado por 18 dos 21 vereadores da Casa, número superior aos 14 votos necessários para a perda do mandato.
Com a decisão, o vice-prefeito Bonifácio Mourão (PL) assume o comando da prefeitura. A posse oficial foi convocada para esta sexta-feira (16/5), às 10h, na sede do Legislativo municipal.
A denúncia analisada pelos vereadores apontava três possíveis infrações político-administrativas atribuídas ao então prefeito: contratação inadequada do serviço de transporte escolar; omissão em relação a bens e interesses do município diante de suposto sobrepreço e falhas no planejamento da licitação; além de atos considerados incompatíveis com a dignidade e o decoro do cargo.
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Segundo as acusações, a empresa responsável pelo transporte escolar teria sido contratada sem o devido processo licitatório. A denúncia foi protocolada por um empresário do setor de transportes. Os únicos parlamentares que votaram contra a cassação foram Ademar do Turmalina (MDB), Jepherson Madureira (Republicanos) e Ulysses Gomes (Republicanos).
Apagão
A sessão que definiu a perda do mandato se estendeu por mais de 12 horas. Durante a reunião, houve uma queda de energia no plenário da Câmara, o que levou os vereadores a utilizarem lanternas para continuar a leitura do relatório do processo e das alegações finais da defesa. Posteriormente, a energia foi restabelecida com o auxílio de um gerador.
“Injustiça”
Após a votação, Coronel Sandro classificou a decisão da Câmara como uma “injustiça” e afirmou que recorrerá ao Judiciário para tentar reverter a cassação. O ex-prefeito também alegou supostas irregularidades na condução do processo de cassação e disse que apresentará questionamentos à Justiça.
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Antes de assumir a prefeitura de Governador Valadares, Coronel Sandro exercia mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Ele deixa o cargo menos de um ano e meio após assumir o Executivo municipal pela primeira vez.
