Menos de dois meses após dizer que nunca teve contato com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve conversas reveladas com o banqueiro. Nesta quinta-feira (14/5), o parlamentar explicou por que mentiu.
O site Intercept Brasil revelou que Flávio cobrou do banqueiro R$ 134 milhões para pagar a produção do filme Dark Horse, que tem como enredo a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador diz que uma questão contratual impedia que ele falasse sobre a relação com Vorcaro.
“Quando eu nego que conhecia ou tive contato com ele é porque tinha uma cláusula de confidencialidade nesse contrato. A minha relação com ele era exclusivamente para o filme. Se eu falo que conheço o Vorcaro, a pergunta seguinte ia ser: ‘Qual a sua relação com ele?’ Eu ia ter que falar do filme. Foi só por isso [a mentira]”, se explicou, em entrevista à Globonews.
“A única conexão que eu tenho com esse senhor Daniel Vorcaro é esse filme. Eu podia descumprir uma cláusula contratual, isso gera multa, exposição dos investidores”, completou.
Na manhã dessa quarta-feira (13), horas antes de as conversas serem reveladas pelo Intercept Brasil, um repórter do site questionou o senador carioca presencialmente em Brasília sobre o investimento de Vorcaro. “É mentira”, respondeu Flávio, que soltou um riso constrangido e começou a se retirar, dizendo que o dinheiro era privado.
Hoje, ele se defendeu dizendo que a reação foi novamente por ter que manter sigilo em relação ao investimento na produção do filme.
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Flávio Bolsonaro e Vorcaro
Na troca de mensagens entre o senador e o banqueiro, há um áudio em que Flávio cobra R$ 134 milhões para pagar a produção do filme sobre Bolsonaro.
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Os diálogos revelam uma relação próxima entre os dois, que se chamam de “irmão” e prometem cumplicidade. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente”, escreveu Flávio em novembro do ano passado, um dia antes de Vorcaro ser preso pela Polícia Federal.
