O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) é um dos alvos de uma operação da Polícia Federal (PF) em municípios do Rio de Janeiro e São Paulo, na manhã desta terça-feira (12/5). Investigação aponta desvio de R$ 200 milhões.

Segundo a PF, a operação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso suspeito de fraudar licitação em contratos vinculados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa).

PF cumpre mandados contra deputado em investigação de desvio de R$ 200 mi Divulgação/Polícia Federal
PF cumpre mandados contra deputado em investigação de desvio de R$ 200 mi Divulgação/Polícia Federal
PF cumpre mandados contra deputado em investigação de desvio de R$ 200 mi Divulgação/Polícia Federal
PF cumpre mandados contra deputado em investigação de desvio de R$ 200 mi Divulgação/Polícia Federal
PF cumpre mandados contra deputado em investigação de desvio de R$ 200 mi Divulgação/Polícia Federal

De acordo com o g1, Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília, e teve o celular foi apreendido.

Conforme as investigações, foram identificadas irregularidades em contratos para castração de animais firmados entre o Governo do Estado e uma empresa privada, incluindo direcionamento, superfaturamento, fraude em licitações e outros crimes.

Ao todo, 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) são cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro (capital), Itaocara, Macaé e Niterói, no estado fluminense, e São Roque e Mairinque, em São Paulo. A sala de um servidor da Seapa, na sede em Niteroi, foi um dos alvos.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de frustrar o caráter competitivo da licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros crimes que possam surgir no decorrer da investigação.

Até o momento, nenhuma pessoa foi presa na operação. Imagens divulgadas pelo órgão mostram a apreensão de grandes quantias de dinheiro, carros de alto padrão e joias.

A quantidade total das apreensões ainda está sendo contabilizada. A operação ainda está em andamento.

Em nota, a Seapa afirmou que os contratos objeto da operação de busca e apreensão foram originalmente firmados pela secretaria e estão extintos desde 2024, após a Secretaria de Estado de Saúde assumir o programa RJ PET. “Após auditoria realizada pela SES, qualquer prestação de serviço executada pela empresa Consuvet foi suspensa”, afirmou.

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A assessoria de Marcelo Queiroz também foi procurada para um posicionamento e ainda não retornou. Este material será atualizado assim que houver retorno.

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