CONGRESSO NACIONAL

Ex-aliado de Bolsonaro critica quem vê corrupção em Lula, mas não em Flávio

Otoni de Paula atacou o senador Flávio Bolsonaro após divulgação de áudios sobre pedido de recursos a Daniel Vorcaro

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O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) voltou a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de áudios envolvendo o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em publicação no X, antigo Twitter, nessa sexta-feira (15/5), Otoni afirmou que há seletividade nas acusações de corrupção feitas por opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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"Se você chama Lula de corrupto, mas não enxerga a corrupção do Flávio Bolsonaro, seu problema nunca foi com corrupção, seu problema é com Lula", escreveu o deputado.

A manifestação ocorre em meio à repercussão dos áudios divulgados pelo portal The Intercept Brasil, nos quais Flávio cobra R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a reportagem, a conversa ocorreu um dia antes de o banqueiro ser preso pela Polícia Federal em investigação sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e lobby.

Otoni de Paula foi vice-líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, mas rompeu politicamente com o bolsonarismo nos últimos anos. O deputado já declarou publicamente ter se arrependido de posições "extremistas" adotadas no passado.

Na última quarta-feira (13/5), o parlamentar já havia feito duras críticas a Flávio Bolsonaro durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados. Na ocasião, classificou o episódio envolvendo o pedido de recursos como "um tapa na cara da direita brasileira".

"Respeite a direita. Direita é direita, bolsonarismo é isso que estamos vendo", afirmou.

O deputado também disse que, por ser do Rio de Janeiro, "já sabia" que denúncias contra Flávio Bolsonaro "iriam estourar". Em outro momento do discurso, chamou o senador de "batedor de carteira".

Otoni ainda comparou os valores pedidos por Flávio para a produção do filme "Dark Horse" ao orçamento de produções brasileiras recentes, como "O agente secreto" (2025) e "Ainda estou aqui" (2024). "Ele pede quase cinco vezes mais do que custou 'O agente secreto', e três vezes mais do que custou o filme 'Ainda estou aqui'".

Após a divulgação dos áudios, Flávio Bolsonaro confirmou ter recebido recursos de Vorcaro para o financiamento do filme, mas negou qualquer irregularidade. O senador afirmou que não ofereceu vantagens em troca dos valores nem intermediou negócios junto ao governo.

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"Um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet", declarou o parlamentar.

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