Lula: 'Muitas vezes o crime organizado está no Judiciário e no Congresso'
Presidente relatou ter dito a Trump que é preciso "entregar alguns dos nossos que estão morando em Miami"
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o crime organizado no Brasil “não é mais uma coisa da favela” e está presente no alto poder do país, citando o Poder Judiciário e o Congresso Nacional.
Nesta terça-feira (12/5), o petista lançou o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, com investimento de R$ 11 bilhões em segurança pública. O anúncio vem após o encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que foi discutida cooperação para enfrentar o crime organizado brasileiro.
“Desde que nós tivemos o primeiro contato, eu disse ao presidente Trump que, se ele estivesse disposto a encarar com seriedade o combate ao crime organizado e ao narcotráfico, o Brasil tinha expertise e queria trabalhar junto para que a gente pudesse vencer o crime organizado, que hoje não é mais uma coisa de favela”, disse Lula.
“Aliás, nunca foi da favela, porque o crime organizado é uma coisa poderosa. Muitas vezes, a polícia olha para a favela, mas ele [crime organizado] está no 15º andar de um apartamento, olhando da cobertura a ação da polícia. Muitas vezes ele está no meio empresarial, muitas vezes está no Poder Judiciário, muitas vezes está no Congresso Nacional, muitas vezes está no futebol”, completou.
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O presidente defendeu a cooperação internacional para combater a capilaridade da criminalidade e relatou ter dito a Trump que é preciso “entregar alguns dos nossos que estão morando em Miami”.
‘Brasil Contra o Crime Organizado’
A cerimônia de lançamento, realizada no Palácio do Planalto, abordou ações como reforço em presídios, ampliação da inteligência policial e criação de estruturas integradas de combate ao crime organizado em todo o país.
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Do total investido, R$ 1 bilhão é do Orçamento da União e os outros R$ 10 bilhões são obtidos via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os estados — R$ 1 bilhão está previsto para ser usado ainda em 2026.