Eduardo Bolsonaro defende ativista que diz ser perseguida por ser branca
Holandesa de extrema direita defende a ideia de que há um "genocídio branco" em curso na Europa
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Cada vez mais engajado em comentários sobre política internacional e ativismo de direita, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) saiu em defesa, nesta segunda-feira (11/5), da holandesa Eva Vlaardingerbroek, influenciadora de extrema direita que diz ser alvo de perseguição por ser branca.
Vlaardingerbroek, e outros seis ativistas de extrema direita, tiveram a entrada proibida no Reino Unido. No sábado (16/5), haverá uma marcha em Londres organizada pelo jornalista Tommy Robinson, também de extrema direita.
Os banimentos foram confirmados pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, do Partido Trabalhista. “Esse governo trabalhista vai bloquear agitadores de extrema direita de viajarem para o Reino Unido para esse evento. Não vamos permitir que pessoas venham causar retrocesso às comunidades e disseminar ódio nas nossas ruas”, disse, nesta segunda.
Ativista holandesa de extrema-direita
Em reação, Vlaardingerbroek publicou nas redes sociais que vai continuar se opondo a Starmer “e sua diversidade até o fim dos tempos”.
“Alguém como eu viajando para o Reino Unido por um dia para dar um discurso iria causar retrocesso às comunidades, mas a imigração em massa e a ‘migração de substituição’ da sua população nativa por africanos e árabes vindo em centenas de milhares, isso não vai causar retrocesso a nenhuma comunidade”, ironizou, sugerindo que é perseguida por ser branca.
Vlaardingerbroek completou: “Acho que só vai causar retrocesso a uma comunidade, né? A comunidade branca do Reino Unido. Exatamente a comunidade que Keir Starmer não está nem aí”.
A holandesa defende a teoria de que há em curso um projeto de substituição da população branca europeia por imigrantes. Em discurso recente, ela chegou a afirmar que existe um “genocídio branco” acontecendo na Europa.
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Eduardo Bolsonaro
O posicionamento da ativista foi endossado por um post de Eduardo Bolsonaro em inglês. Ele disse que o protesto de Tommy Robinson é uma resposta a uma “onda de extremismo que quer transformar a sociedade britânica que conhecemos”.
O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro acusou o primeiro-ministro Keir Starmer de “autoritário” pelos banimentos de ativistas de extrema direita e comparou com uma suposta perseguição política no Brasil.
“A tática é familiar: assim como no Brasil, aqueles no poder rotulam cada vez mais vozes conservadoras e de direita como ‘ameaças à democracia’, enquanto fecham os olhos para o extremismo genuíno”, escreveu.
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Eduardo ainda exaltou Eva Vlaardingerbroek por “seguir firme em sua posição”.