PL da Dosimetria: Moraes nega redução de pena para Débora do Batom
Magistrado destacou que apesar da derrubada do veto presidencial sobre a proposta que reduz a pena dos envolvidos no 8 de janeiro, a lei ainda não foi promulgada
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (4/5) um pedido da defesa da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, para que a pena da cliente fosse reduzida com base na aprovação do PL da Dosimetria.
O magistrado destacou que a lei ainda não foi promulgada, ou seja, ainda não está em vigor. Por conta disso, Moraes decidiu que o pedido da defesa fica "prejudicado". Ele enviou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Débora foi condenada a 14 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado; deterioração do patrimônio tombado e associação criminosa armada. Os advogados afirmam que com a aprovação da nova lei, ela deve ter a pena reduzida, pois neste caso, a lei pode retroagir para beneficiar o réu.
A nova lei aprovada pelo Congresso permite a redução de pena dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e destruídas em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou a proposta. No entanto, deputados e senadores derrubaram o veto.
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No entanto, Moraes afirmou que a lei ainda não foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e, portanto, não está em vigor ainda. De acordo com a Polícia Federal, Débora Rodrigues escreveu a frase "perdeu mané" na Estátua da Justiça, em frente ao Supremo, em 8 de janeiro de 2023.