O pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), construiu sua trajetória recente com forte presença em manchetes, marcada por embates diretos, críticas a adversários e episódios de confronto público. Ao mirar o Palácio Tiradentes, no entanto, tenta reposicionar sua imagem e adotar um discurso mais propositivo.
A mudança, segundo ele, é deliberada. A estratégia passa por evitar confrontos pessoais, reduzir o tom de provocações e abandonar a lógica de declarações voltadas para repercussão imediata nas redes. A aposta é se apresentar como um candidato focado em propostas, em contraste com o que classifica como “políticagem” no debate eleitoral.
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Em entrevista ao Estado de Minas, nesta quarta-feira (8/4), o pré-candidato reconheceu excessos e afirmou se arrepender de episódios anteriores. Um deles envolve o deputado Bruno Engler (PL), durante um debate na TV Alterosa. “Você sabe um arrependimento que eu tenho? Ter sido grosseiro com o Bruno Engler aqui no debate da Alterosa”, disse.
Segundo Azevedo, o episódio foi desnecessário. “Eu não precisava ter feito aquilo. Eu ofendi de uma maneira desnecessária”, afirmou. A revisão também passa pelo impacto pessoal. “O que mais me doeu foi os filhos de meus colegas ouvirem aquilo”, completou.
Sem tradição familiar na política, o pré-candidato atribui o estilo anterior ao início de sua trajetória. “Eu entrei na política nas cotoveladas”, disse.
Agora, sinaliza uma mudança de eixo. A campanha, afirma, será centrada em propostas para áreas como segurança pública, educação, saúde e desenvolvimento econômico. “Quantas vezes vocês me perguntarem se é candidato para valer, eu responderei: sou”, declarou.
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A alteração de discurso ocorre em um cenário de reorganização das pré-candidaturas em Minas Gerais, em que diferentes perfis tentam ampliar alcance eleitoral e romper barreiras de nicho. Nesse contexto, a moderação aparece como estratégia para ampliar diálogo e reposicionar candidaturas diante de um eleitorado mais amplo.
