Gabriel descarta vice e diz que não será "palanque de ninguém" em 2026
Em entrevista ao Estado de Minas, ele afirmou que sua candidatura é definitiva e que não pretende servir como palanque para projetos nacionais
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O pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), descartou abrir mão da disputa em 2026 para compor como vice ou integrar chapas de outros grupos políticos. Em entrevista ao Estado de Minas, ele afirmou que sua candidatura é definitiva e que não pretende servir como palanque para projetos nacionais. “Não existe possibilidade”, disse, ao ser questionado sobre uma eventual composição.
A declaração ocorre em meio às articulações de bastidores que envolvem nomes como Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Rodrigo Pacheco (PSB), além de especulações sobre alianças entre partidos de diferentes campos ideológicos em Minas.
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Segundo Azevedo, sua pré-candidatura será levada até o fim do processo eleitoral. “Aqui tem um pré-candidato que, quando chegar julho, vai participar de uma convenção do MDB, onde este nome vai ser aprovado para que, a partir de agosto, eu possa dizer para todo mundo que sou candidato a governador de Minas Gerais”, afirmou.
“Não estou querendo ser palanque”
O emedebista também comentou a pressão de lideranças nacionais para a construção de palanques estaduais, especialmente em torno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, sua prioridade é o estado.
“Eu não estou prioritariamente querendo ser palanque de alguém. Com todo respeito aos candidatos a presidente, eles têm esse interesse legítimo, mas o meu interesse é ser o governador dos mineiros”, disse.
Azevedo afirmou ainda que interesses nacionais não podem se sobrepor às demandas locais. “Essa necessidade não pode ser maior do que a necessidade do povo mineiro”, completou.
Diálogo amplo e isolamento pontual
Apesar de rejeitar composições eleitorais neste momento, o pré-candidato disse manter diálogo com diferentes forças políticas, incluindo partidos de direita e esquerda. Ele citou conversas com lideranças do PL, como Domingos Sávio e Nikolas Ferreira, além de interlocução com o Republicanos, PSD, União Brasil, PP, PT, PSB, PV e PCdoB. “Mineiro político que não conversa está fazendo o quê aqui?”, afirmou.
MDB e autonomia partidária
Azevedo também rebateu especulações sobre uma possível filiação de Rodrigo Pacheco ao MDB para disputar o governo com apoio de Lula, o que poderia afetar sua candidatura.
Segundo ele, a direção do partido reafirmou sua autonomia. “O MDB não é um partido com dono”, disse, citando o presidente nacional Baleia Rossi e o dirigente estadual Newton Cardoso Júnior.
O pré-candidato destacou que, diferentemente de outras siglas, o MDB possui estrutura com diretórios eleitos, o que, segundo ele, impede imposições externas.
“Não haverá interferência. Essa candidatura vai até o fim”, afirmou.
Construção ainda em aberto
Questionado sobre possíveis nomes para vice ou Senado, Azevedo disse que ainda não há definições e que o foco, neste momento, é a elaboração do programa de governo. “O tempo da política mineira é outro”, concluiu.
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Gabriel Azevedo (MDB) é o convidado do EM Entrevista, conduzido pelas jornalistas Ana Mendonça e Silvia Pires, desta quarta-feira (8/4). A íntegra do podcast será publicada nesta quinta-feira (9/4), na edição impressa e também nas plataformas de áudio do Estado de Minas.