O pré-candidato ao governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB), afirmou que o partido não sofrerá interferências externas na definição da disputa estadual de 2026 e defendeu a autonomia da sigla em meio às articulações nacionais. “O MDB não é um partido com dono”, disse, ao comentar especulações sobre movimentos internos que poderiam impactar sua candidatura, em entrevista ao Estado de Minas nesta quarta-feira (08/4).
A declaração ocorre após a circulação de informações sobre uma possível filiação do senador Rodrigo Pacheco ao MDB para disputar o governo com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cenário que gerou ruído nos bastidores políticos.
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Segundo Azevedo, a direção nacional e estadual do partido reagiu prontamente para afastar qualquer hipótese de imposição. “O Baleia Rossi e o Newton Cardoso Júnior fizeram questão de reafirmar que o MDB não tem dono”, afirmou.
O pré-candidato destacou que a estrutura interna do MDB garante maior independência em relação a outras legendas. Ele citou como diferencial o fato de o partido possuir diretórios eleitos nos níveis municipal, estadual e nacional.
“Em outros partidos, o que se decide em Brasília se impõe. No MDB, não”, disse.
Autonomia como marca
Ao comparar com outras siglas, Azevedo mencionou que partidos como PSD, PP, União Brasil e Republicanos operam, em muitos casos, por meio de comissões provisórias, o que concentraria decisões nas direções nacionais. Para ele, o modelo do MDB permite maior construção local. “Nós construímos com muita independência”, afirmou.
Azevedo também reforçou que sua pré-candidatura está mantida e não será afetada por articulações externas. “Não haverá interferência. Essa candidatura vai até o fim”, disse.
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