O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência da República, afirmou nessa segunda-feira (6/4) que pretende enfrentar as acusações de “rachadinhas”. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., ele voltou a negar irregularidades no período em que foi deputado estadual no Rio de Janeiro.
Segundo o parlamentar, eventuais cobranças de parte dos salários de assessores foram admitidas pelo ex-assessor Fabrício Queiroz, mas sem seu conhecimento. Flávio sustentou que Queiroz era responsável por parte da equipe que atuava na panfletagem e que teria assumido a prática de forma isolada.
“Toda essa espuma de tentar destruir minha reputação… nunca respondi criminalmente por isso. Queiroz cuidava de uma parte da minha assessoria que fazia panfletagem na rua. Ele falou que tinha pessoas que ele contratou e que cobrava uma parte do salário, e colocou no papel que eu jamais tinha conhecimento disso", disse o senador ao rebater acusações.
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Flávio também destacou que mais de 30 assessores tiveram sigilos quebrados durante as investigações e que, segundo ele, não foram identificadas movimentações financeiras entre sua conta e a dos funcionários. O senador questionou a ausência de delações ou acusações formais ao longo do processo.
“Você acha que se tivesse alguma coisa, não teriam falado naquele momento? Feito uma delação?", quesitonou.
Na entrevista, o senador também associou o avanço das investigações ao contexto político posterior à eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, não houve acusações ao longo dos 16 anos anteriores de atuação parlamentar.
Relembre o caso
As investigações tiveram início em 2018, a partir de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram movimentações consideradas atípicas no gabinete do então deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Ministério Público do Rio chegou a denunciá-lo por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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No decorrer do processo, decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) anularam provas relevantes, como quebras de sigilo bancário e relatórios financeiros, sob o argumento de irregularidades na obtenção dos dados. Com a invalidação dessas evidências, o Ministério Público pediu o arquivamento da denúncia em 2022, alegando falta de elementos para sustentar a acusação.
