O senador Cleitinho (Republicanos) assumiu sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais e reforçou o alinhamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial de 2026. A declaração foi dada durante discurso no Senado nesta terça-feira (14/4).
Cleitinho afirmou em seu depoimento que manterá o apoio ao nome do PL mesmo sem garantia de respaldo partidário. “Se o PL vier, seja bem-vindo. Se não vier, eu vou apoiar o Flávio do mesmo jeito”, declarou.
Minas Gerais é considerado estratégico para a eleição presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou apoio ao senador Rodrigo Pacheco (PSB) como nome ao governo no campo governista, o que intensifica a disputa por alianças no estado.
‘Brasil vai apoiar’, diz Cleitinho sobre eventual chapa de Flávio e Zema
Dentro desse cenário, Cleitinho se torna peça-chave para o PL na montagem do palanque mineiro. Caso sua candidatura se consolide, a tendência é de alinhamento com o deputado Domingos Sávio (PL), pré-candidato ao Senado. Se houver mudança de cenário, o PL mantém conversas com o atual governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, além de nomes como Flávio Roscoe e Vittorio Medioli.
No caso de Simões, há entraves políticos. Embora dialogue com o PL, ele mantém como presidenciável o ex-governador Romeu Zema, enquanto seu partido, o PSD, lançou Ronaldo Caiado ao Planalto.
Ao mesmo tempo em que se posiciona eleitoralmente, Cleitinho tem ampliado críticas ao Congresso. No mesmo discurso, ao tratar do debate sobre o fim da escala 6x1, afirmou: “Nenhum político tem moral para falar sobre a questão da escala 6x1. Ninguém, ninguém tem”. O senador também questionou a rotina do Legislativo. “É só ver como é que a gente faz as nossas escalas aqui. Inclusive, tem feriado semana que vem. Eu quero ver como é que esse Senado aqui vai funcionar”, disse.
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Cleitinho defendeu que eventuais mudanças na jornada de trabalho sejam acompanhadas de corte de gastos públicos. “Quem tem que cortar da própria carne aqui somos nós. Não é nem o trabalhador, nem o empresário”, afirmou. Ele ainda direcionou críticas ao tamanho da estrutura política. “Fonte de riqueza se chama trabalhador e empresário. Aqui está a fonte de despesa”, declarou.