STF

Gilmar Mendes vota contra lei que proíbe cotas raciais em universidades

Norma aprovada pelo governador Jorginho Mello (PL) é inconstitucional na avaliação do ministro

Publicidade
Carregando...

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)) Gilmar Mendes votou pela inconstitucionalidade da lei que proíbe cotas raciais nas universidades de Santa Catarina.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Em sessão virtual nesta sexta-feira (10/4), Gilmar, relator do caso, argumentou haver jurisprudência consolidada na corte em defesa da reserva de vagas e criticou a pressa do governo Jorginho Mello (PL) para aprovar a legislação sem, segundo ele, a devida análise das consequências.

"Não se buscou ouvir nem mesmo as instituições de ensino superior diretamente afetadas pela proposição legislativa", disse.

O ministro ainda fez longo discurso sobre os efeitos de ações afirmativas no país. "Políticas dessa natureza, quando bem utilizadas, efetivamente concretizam o princípio da igualdade, concebido como igual respeito às diferenças e mandado de combate às desigualdades materiais", afirmou.

Agora, o voto de Gilmar será apreciado pelos outros nove ministros do STF. Eles têm até o dia 17 deste mês para isso.

Governo de SC se defende

Em sua defesa encaminhada ao Supremo, o governo catarinense afirmou que a norma é constitucional, além de adequada às "singularidades demográficas" do estado, que "ostenta a maior proporção de população branca do país".

Na manifestação enviada ao ministro, a gestão Mello, por meio de sua Procuradoria-Geral, afirma que 81,5% da população catarinense se declara branca, enquanto pretos e pardos representam 18,1%. "Percentual significativamente inferior à média nacional de 56,1%", destaca o documento.

Os percentuais são diferentes dos mostrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo de 2022, o mais recente. Segundo o levantamento, 76,3% dos catarinenses disseram ser brancos, e 23,3% se declararam pretos ou pardos.

Ainda segundo o Censo, a maior proporção de brancos não está em Santa Catarina, e sim no Rio Grande do Sul, com 78,4%.

Lei é contestada

A ação relatada por Gilmar foi proposta por Partido Socialismo e Liberdade (Psol), União Nacional dos Estudantes (UNE) e Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro) e contesta a constitucionalidade da lei, aprovada pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina em dezembro e sancionada pelo governador em 22 de janeiro.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A lei também é questionada no Tribunal de Justiça do estado catarinense, que já concedeu liminar (decisão provisória) suspendendo os efeitos dela.

Tópicos relacionados:

cotas-racias gilmar-mendes sc stf

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay