Simões rebate Pacheco e provoca: 'Em Minas ninguém leva ele a sério'
Senador criticou obras paradas de hospitais regionais em Minas e alfinetou Zema e Simões
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O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, pré-candidato à reeleição, rebateu uma crítica do senador Rodrigo Pacheco, seu possível adversário no pleito estadual, nesta terça-feira (7/4).
Durante discurso no Plenário do Senado Federal, Pacheco criticou obras paradas de hospitais regionais em Minas e disse que elas se tornaram “símbolos de ineficiência e desperdício de recursos”, sem citar Romeu Zema e Simões, mas alfinetando a atual gestão.
Resposta de Simões
No final da tarde, o governador participou do evento “Conexão Minas Saúde”, em Belo Horizonte, e respondeu à crítica de Pacheco durante entrevista coletiva. O troco veio com provocações irônicas ao senador e ao presidente Lula, que deve apoiá-lo na disputa.
“É muita desfaçatez. Eu vou convidar o senador Rodrigo Pacheco a visitar Minas Gerais. Ele vem pouco ao estado, se ele vier, vai ver obras andando, diferente das obras daquele que o apoia ao governo do estado [Lula]. Eu normalmente não critico o senador Rodrigo Pacheco, porque o considero um homem educado, mas mentira eu não admito”, disse Mateus Simões.
Ele afirmou que foi o governo anterior, de Fernando Pimentel, que deixou obras atrasadas no estado, enquanto a gestão Zema/Simões “retornou” os trabalhos.
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“Uma vergonha usar o Plenário para mentir para a população. A sorte é que aqui em Minas ninguém leva ele a sério mesmo, então não faz diferença. Mas lamento muito que ele esteja usando o Senado para mentir defendendo o que o Pimentel não fez. Como se o Pimentel fosse bom”, completou.
Crítica de Pacheco
A crítica veio durante o momento de discurso livre dos senadores. Pacheco lembrou do Dia Mundial da Saúde, celebrado nesta data, e mencionou a fama de Minas como “retrato emblemático da complexidade brasileira”.
“Há ainda um abismo entre o planejamento técnico e a realidade assistencial. Na vida real, o paciente da cidade pequena continua sem conseguir vaga na cidade polo. (...) Outro ponto sensível é a paralisia crônica nas obras dos hospitais regionais. Essas obras deveriam ser os pilares da descentralização da saúde mineira, mas tornaram-se símbolos de ineficiência e desperdício de recursos públicos”, apontou o parlamentar.
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“Corrigir essas distorções históricas, reduzir as desigualdades regionais: essa deve ser a prioridade de toda a política. A saúde precisa chegar aonde a mineira e o mineiro vivem e trabalham. Isso é justiça distributiva, é respeito, é dignidade. É também uma medida de eficiência sistêmica. Encurtar distâncias é salvar vidas”, completou.