ELEIÇÕES 2026

Flávio Roscoe deixa Fiemg e coloca-se à disposição para eleições

Presidente da Fiemg anunciou desincompatibilização na manhã desta quarta-feira (¼), mas ainda não definiu qual cargo vai disputar

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL), anunciou nesta quarta-feira (1º/4) o afastamento do cargo para colocar seu nome à disposição para disputar as eleições de 2026. A desincompatibilização ocorre conforme as exigências legais para participação no processo eleitoral. Segundo Roscoe, o afastamento é necessário para garantir elegibilidade e inclui também o desligamento de todos os conselhos e entidades dos quais participa.

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À frente do Sistema Fiemg desde 2018, Roscoe foi reeleito em 2021 e cumpre seu segundo mandato consecutivo na entidade. O anúncio ocorreu durante evento em que também foi apresentado o balanço de sua gestão. “Na hora que passa a ser uma vontade pessoal, vira projeto de poder, e o que a gente não quer aqui é isso. A gente quer um nome à disposição para contribuir”, afirmou, em coletiva de imprensa. A saída da presidência da Fiemg será formalizada a partir desta quinta-feira (2/4). 

Na véspera, o dirigente oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL), em Brasília, marcando sua entrada no cenário político. Nos bastidores, Roscoe é citado como possível candidato ao governo de Minas Gerais. Em conversa com jornalistas, Roscoe deixou em aberto a possibilidade de se candidatar, seja como cabeça de chapa ou vice. “Eu estou aberto, inclusive, a não ser candidato para nada. Apenas contribuir com ideias, sugestões, propostas, como já faço aqui. Ou eventualmente ser candidato, ou eventualmente fazer parte de uma chapa”, disse.

A princípio, o presidente da Fiemg descarta cargos no legislativo. “Acho que posso contribuir mais no âmbito da gestão, de pensar de maneira inovadora. Muitas vezes é olhar para o mesmo problema, só que enxergá-lo de maneira diferente”, reforçou. Afirmou também que, caso venha a ser candidato ao Governo de Minas, sua candidatura terá como bandeiras a "meritocracia" e o "tratamento igualitário".

Roscoe destacou que o partido não deu nenhum prazo para que haja uma definição. “Eles entendem que eu seria um ótimo nome para liderar a chapa de governo ou para fazer uma composição. Então não tem prazo, porque no diálogo político você não vai poder determinar: ‘Olha, o dia é tal. A partir desse dia eu não dialogo com ninguém’. Não é assim que as coisas acontecem, são dinâmicas. Então nem teve prazo, porque não teve condição”, ponderou.

Diálogo político

O agora ex-presidente da Fiemg afirmou que já conversou com diferentes pré-candidatos, incluindo o governador Mateus Simões (PSD), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e outras lideranças. Segundo ele, o diálogo seguirá sendo uma marca de sua atuação. “Eu pretendo continuar conversando, independentemente de estar na campanha”, disse.

Roscoe também indicou que sua permanência ou não em uma eventual chapa dependerá do alinhamento de ideias. “A única coisa que eu falei com o PL, é que, dependendo de quem ele fizer a composição, eu posso dizer: ‘Olha, não tem alinhamento, ali eu não vou’”, afirmou, evitando citar nomes.

A exceção foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), mas que não será candidato a nenhum cargo majoritário e buscará a reeleição na Câmara dos Deputados. “Eu me alinharia ao Nikolas, por exemplo, sem problema nenhum. Não teria problema em fazer um alinhamento com ele, de ser um vice, com experiência de gestão, etc. Só que ele não é candidato”, disse.

Filiação ao PL

O dirigente afirmou que recebeu convites de diferentes partidos nos últimos anos, mas optou pelo PL por considerar que há maior alinhamento com suas ideias. Durante a coletiva, Roscoe fez críticas ao modelo de gestão pública no país e defendeu a adoção de práticas baseadas em meritocracia. Segundo ele, o Estado brasileiro é “ineficiente” e precisa melhorar a alocação de recursos.

“O Brasil tem impostos de um país de primeiro mundo e serviços de terceiro mundo. O nosso modelo de Estado está falido e tem gente defendendo mais Estado. Na minha leitura, o Estado brasileiro é hipertrofiado, ele é muito maior do que deveria ser, com péssimos resultados”, afirmou.

Roscoe defendeu mudanças no serviço público para premiar desempenho. “Se você entra no serviço público e trabalha mal, você tem o mesmo desempenho de quem entrou e trabalhou excepcionalmente bem, você tem o mesmo reconhecimento. Isso é um equívoco, isso é incentivar, na verdade, ao comodismo, não ao crescimento”, criticou.

Balanço

Ao fazer um balanço dos dois mandatos à frente da Fiemg, Roscoe destacou a reestruturação financeira e a expansão das atividades da entidade. Também citou a expansão de escolas e cursos e o aumento de alunos. 

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Segundo ele a gestão priorizou eficiência, inovação e impacto social, com investimentos em educação, tecnologia e formação profissional.

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