A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final dos trabalhos do colegiado. O parecer, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recomendava o indiciamento de mais de 200 pessoas.
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Entre os citados estão parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais e entidades associativas, além de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O relatório foi rejeitado por 19 votos a 12. A sessão teve início às 9h44 dessa sexta-feira (27) e foi encerrada às 01h14 de hoje. Com o prazo final para conclusão dos trabalhos se encerrando no próprio sábado, a comissão termina suas atividades sem a aprovação de um documento formal.
O relator também defendia que a Advocacia do Senado solicitasse à Justiça a prisão preventiva de Lulinha, sob o argumento de “indícios concretos” de possibilidade de fuga.
Parlamentares da base governista defenderam a análise de um relatório alternativo apresentado na sexta-feira. O documento sugeria o indiciamento de 130 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.
No entanto, o presidente da CPMI encerrou a sessão sem que o parecer alternativo fosse analisado. Com isso, a comissão conclui seus trabalhos sem a aprovação de qualquer relatório.
Após o encerramento, o presidente da CPMI afirmou que uma cópia do documento será encaminhada a órgãos de controle, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
“É uma pena que a gente não tenha completado o trabalho com o relatório completamente aprovado. Saio daqui de cabeça erguida de que fizemos o nosso trabalho, que lutamos e demos ao Brasil respostas”, disse Viana.
Pessoas com pedido de indiciamento
Filho do presidente
Fábio Luís Lula da Silva – empresário. Segundo o relator, ele teria recebido repasses do operador Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado pela Polícia Federal como figura central do esquema, por meio da empresária Roberta Moreira Luchsinger.
Ex-ministros, integrantes e ex-integrantes de governos
José Carlos Oliveira – que passou a se chamar Mohamad Oliveira Andrade — é citado como facilitador e beneficiário do esquema.
Carlos Lupi – teria atuado com omissão deliberada e blindagem política.
José Sarney Filho – apontado como beneficiário de repasses milionários.
Pedro Alves Corrêa Neto – teria atuado como agente facilitador.
Vanessa Barramacher Tocantins – indicada como integrante do núcleo político-administrativo.
Parlamentares
Euclydes Pettersen – apontado como liderança política do esquema.
Gorete Pereira – citada como articuladora política.
Weverton Rocha – mencionado como suporte institucional.
Representantes de instituições financeiras
Daniel Vorcaro – citado por falhas de supervisão.
Artur Ildefonso Brotto Azevedo – apontado por negligência na governança.
Augusto Ferreira Lima – responsabilizado pela integridade operacional.
Eduardo Chedid – citado na atuação no sistema de consignados.
Dirigentes e ex-dirigentes do INSS, Dataprev e outros órgãos
Alessandro Stefanutto – apontado como peça central do esquema.
Leonardo Rolim – responsabilizado por decisões que fragilizaram a fiscalização.
Glauco André Fonseca Wamburg – citado como facilitador administrativo.
André Paulo Félix Fidélis – apontado como um dos principais envolvidos.
Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção – citado por falhas tecnológicas graves.
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho – descrito como elo estratégico.
Operadores, familiares e dirigentes de entidades
Antonio Carlos Camilo Antunes – apontado como operador central.
Carlos Roberto Ferreira Lopes – dirigente de entidade investigada.
Nelson Wilians Fratoni Rodrigues – citado por atuação na lavagem de dinheiro.
Philipe Roters Coutinho – apontado como suporte logístico do grupo.
Rodrigo Moraes – indicado como operador financeiro.
Romeu Carvalho Antunes – descrito como sucessor operacional.
Tânia Carvalho dos Santos – apontada por atuação em lavagem de dinheiro.
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A CPMI encerra seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final, após meses de investigação sobre fraudes em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.
