Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos criticou a empresa de transporte por aplicativo Uber pelas políticas de retenção do valor das corridas. Em publicação nas redes sociais, o político afirmou que recebeu uma notificação de ameaça de processo pela empresa pelas críticas públicas.

Na terça-feira (24/3), Boulos apresentou um pacote de medidas que pretende alterar a relação entre as plataformas de transporte e entrega com os trabalhadores que dependem delas, como motoristas de transporte de passageiros e entregadores. 

Dentre as medidas, está a exigência que as notas fiscais emitidas pelas empresas incluam os valores pagos aos trabalhadores por cada serviço prestado, além da instalação de pontos de apoio físico aos motoristas em diversas regiões do Brasil.

No X, antigo Twitter, o ministro criticou a “taxa de retenção” mantida pela empresa, que “fica com até 50% dos valores das corridas”. 

“Pensem bem: o carro é do motorista, ele que paga a gasolina, o risco é dele e o trabalho é dele. E a UBER fica com uma fatia enorme da corrida só por intermediar motorista e passageiro. É um absurdo!”, escreveu Boulos.

Na rede social, ele ainda afirmou que a empresa “pode ameaçar processar à vontade” e que o governo federal não vai desistir de defender a categoria. “O governo do Brasil não vai recuar em defender os motoristas de aplicativo e nem se intimidar por ameaças de uma empresa estrangeira. Aqui não!”, finalizou.

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Procurada pelo Estado de Minas, a Uber informou que os motoristas sabem previamente quanto vão receber por cada corrida, com valores calculados a partir de fatores como tempo, distância, trânsito e demanda. A empresa afirmou ainda que sua taxa de serviço não é fixa e, em média, fica abaixo de 20%, sendo exibida nos recibos, enquanto os motoristas ficam com a maior parte do valor pago.

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