Servidores públicos do estado de Minas Gerais fazem manifestação em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em dia de posse do vice-governador Mateus Simões (PSD) na cadeira do Executivo do estado. O movimento acontece tendo em vista a renúncia de Romeu Zema (Novo), que concorre ao Planalto.
O ato contou com profissionais das áreas da educação, saúde e meio ambiente. Em conversa com o Estado de Minas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig (Sindpros), Carlos Augusto dos Passos Martins, contou que a intenção da manifestação é pressionar o governo.
“Estamos demonstrando indignação, a insatisfação que temos durante todo esse período que foi a gestão do governador Zema, e queremos chamar a atenção do novo governador para que ele possa ter uma prática diferente do antecessor”, disse Carlos.
Protesto
Segundo ele, é necessário que Simões tenha diálogo com os servidores, visando a valorização. “O que o Zema fez foi oferecer 5.4% de uma deposição que nem é do período inflacionário do governo dele, que seria no mínimo 12% ou 15%, enquanto o [salário] dele mesmo aumentou de 300%”, afirmou. O presidente pediu sensibilidade e “uma proposta real” para os servidores públicos.
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Já o presidente do Sindicato dos Servidores Estaduais do Meio Ambiente e da Arsae de Minas Gerais (Sindsema), Wallace Alves, argumentou que a recomposição das perdas inflacionárias “é uma obrigação constitucional”.
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“Nós passamos por uma pandemia, então só durante o período do governo Zema, ele está saindo do governo com mais de 30% de desgaste do nosso salário sem ser recomposto. Ou seja, nos últimos 8 anos eu perdi um terço do meu salário, e esse governador ainda desmontando política e dizendo que nós somos privilegiados”, criticou.
