O vice-governador Mateus Simões (PSD) brincou neste sábado (21) que “já é governador na Austrália”, um dia antes de tomar posse do Executivo de Minas Gerais devido à renúncia do governador Romeu Zema (Novo), que vai concorrer à Presidência da República. Assim que apossado, Simões é pré-candidato à reeleição.

A afirmação foi feita durante evento de filiação à Federação União-PP dos deputados federais Pedro Aihara e Zé Silva e do deputado estadual Doorgal Andrada, na manhã deste sábado (21/3), no Dayrell Hotel, no Centro de Belo Horizonte (MG).

Em conversa com a imprensa, afirmou que está empolgado e ansioso com a posse: “A 24 horas da passe, a gente fica com o coração palpitando e se perguntando o tamanho do desafio que a gente tem pela frente”.

Simões tomará posse do governo a partir de duas cerimônias no domingo (22). A primeira delas acontece no Palácio da Inconfidência, sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde o novo governador entrega declaração de bens, faz a leitura do compromisso constitucional e assina o termo de posse. Na sequência, ele segue para o Palácio da Liberdade, na sede do Executivo, onde há a transmissão de cargo com a entrega do Colar da Inconfidência de Zema a Simões, marcando simbolicamente a sucessão.

Para o vice-governador, “receber o estado organizado” da gestão Zema “é totalmente diferente de quando receberam o governo do PT”. Ele disse que não pretende fazer mudanças no secretariado e, sim, continuar com os projetos iniciados na gestão que finaliza neste domingo (22).

A aposta será percorrer o estado para marcar presença na corrida eleitoral. “A minha decisão é passar pelas 16 regionais do estado, passar pelo menos quatro dias em cada uma, para que a gente possa ver o que tem pra fazer e o que Zema deixou encaminhado, e lembrar Minas Gerais que 20% do estado está na capital e região metropolitana, mas 80% está no interior”, afirmou.

Segundo ele, a presença em todo o estado foi benéfica durante o mandato. A pretensão é continuar com a movimentação a partir de segunda-feira (23), quando já estiver empossado como governador.

Pacheco no governo?

Durante a entrevista, o vice-governador também comentou sobre a possível candidatura do senador Rodrigo Pacheco para o cargo de governador pelo União Brasil. Segundo ele, o partido nunca considerou o nome apoiado pelo presidente Lula (PT) ao Executivo.

“Essa conversa não existe. Há um ano o União e o PP conversam, o PP foi o primeiro partido a se juntar a nós. O que existe são muitos filiados do União muito próximos do Pacheco que gostariam de ter o Pacheco no União, mas isso não é viável”, afirmou.

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Segundo ele, a federação União-PP tem uma comoção “muito maior” do que um nome ou outro. Ele ainda afirmou que a federação ajustou que uma das vagas ao Senado seja da Federação, neste caso do secretário Marcelo Aro. “Eu até brincava que, se o Pacheco se filiasse ao União, ele não seria candidato ao governador”, afirmou.

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