A ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet deixou neste sábado (21/3) o MDB e acertou a filiação ao PSB. Tebet vai disputar vaga no Senado Federal por São Paulo.
O anúncio oficial foi feito pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que divulgou nota do partido nas redes sociais: “Saudamos Simone com alegria verdadeira. Alegria pelo que sua história representa, pelo que sua voz acrescenta e pelo que sua presença anuncia. Há filiações que ampliam bancadas. Esta amplia o horizonte”.
“Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático”, afirmou o PSB.
Leia Mais
A trajetória de Simone Tebet
Natural do Mato Grosso do Sul, Tebet é pré-candidata ao Senado por SP e contará com apoio de Fernando Haddad (PT), que deixou o ministério da Fazenda nesta semana e lançou a pré-candidatura ao governo paulista.
Haddad, inclusive, citou a nova filiada do PSB em alfinetada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nessa sexta (20). Disse que ela “tem muito mais raízes em São Paulo” do que Freitas, que é carioca.
Despedida do MDB
Casa de Tebet desde 1997, o MDB foi homenageado pela pré-candidata: “Parto, mas não sem antes abraçar, carinhosamente, os companheiros que ficam”.
“O MDB, casa que me abrigou e me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos, também serviu de moradia segura para os brasileiros democratas perseguidos durante a longa noite do arbítrio. Foram esses brasileiros que fizeram, para todos nós, um novo amanhecer”, escreveu.
Simone Tebet disputará uma das vagas de São Paulo para o Senado
Tebet começou a carreira política como deputada estadual no Mato Grosso do Sul. Em 2005, renunciou ao cargo para assumir a prefeitura de Três Lagoas, sua cidade natal, em que ficou por dois mandatos. Depois, em 2011, assumiu como vice-governadora de André Puccinelli (MDB) no MS.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Em 2015, foi eleita para o Senado Federal, mas ganhou maior projeção nacional ao longo das eleições de 2022, em que disputou pela Presidência da República e ficou em terceiro lugar, com 4,16% e quase 5 milhões de votos.
