BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta segunda-feira (16/3) que o tribunal busque a autoconteção, respeite a divisão entre política e Justiça e resguarde a confiança da população.
"Autocontenção não é fraqueza, é uma demonstração de força", disse Fachin durante aula magna no Centro Universitário de Brasília (CEUB). "O STF é sim guardião da Constituição, mas deve se dar ao direito o que é do direito e à política o que é da política."
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O Supremo vive crise de imagem sem precedentes, após revelação de relações comerciais de ministros da Corte com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Ele está preso e é alvo de investigação relatada pelo próprio tribunal.
"Não podemos jamais abrir mão de fundamentar as nossas escolhas, justificar nossas decisões de forma lúcida, sensível e racional", disse Fachin. "Sem confiança não há legitimidade, e sem legitimidade não há autoridade que se sustente."
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Durante seu fala, o ministro também criticou a transferência de decisões de natureza política para a arena judicial, e argumentou que o Supremo é um dos tribunais mais transparentes do mundo, com sessões transmitidas pela internet e pela televisão.
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Nos bastidores, Fachin tenta articular a edição de um código de conduta que limite relações entre ministros e réus. Grande parte dos colegas resiste à ideia, no entanto.
