Política

Lula oficializa promoção de primeira mulher à patente de general do Exército

Médica passa a ocupar o topo da hierarquia da Força. Nesta quarta (1/4), em cerimônia oficial, Cláudia Gusmão receberá símbolos exclusivos de generais da ativa

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (31/3) o ato de promoção de generais do Exército,  ––o que alça a então coronel Claudia Lima Gusmão Cacho ao cargo de general de brigada. Ela é a primeira mulher a ocupar a patente, que figura entre postos de oficiais generais, o topo da hierarquia da Força. 

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O documento foi publicado em edição extra do DOU (Diário Oficial da União). A medida era reivindicada pelo ministro da Defesa, José Múcio.

Claudia Gusmão foi indicada ao posto em 24 de fevereiro após ser escolhida em votação secreta realizada pelo Alto Comando do Exército, formado pelo comandante da Força, general Tomás Miguel Paiva, e pelos generais de quatro estrelas.

O Exército realizará uma cerimônia na manhã desta quarta (1º de abril), em Brasília, para oficializar a promoção da primeira general mulher. Na ocasião, ela receberá a espada de general e o bastão de comando, símbolos de autoridade exclusivos dos oficiais-generais da ativa.

 Ao todo, serão promovidos 17 coronéis ao posto de general de brigada; 11 generais de brigada ao de general de divisão; dois generais de divisão ao de general de Exército – que passarão a integrar o Alto Comando.

Claudia Gusmão é natural do Recife e tem 57 anos. Médica pediatra, a pernambucana é casada com o general de divisão Jorge Augusto Ribeiro Cacho e é mãe de duas filhas. Ingressou no Exército em 1996 e passou a fazer parte, como oficial temporária, do 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia.

Posteriormente, foi aprovada na Escola de Saúde do Exército e concluiu, em 1998, o Curso de Formação de Oficiais Médicos. A matrícula da primeira turma de oficiais médicas, dentistas, farmacêuticas e enfermeiras de nível superior nessa escola ocorreu um ano antes, em 1997.

Esses cargos não permitiam, entretanto, a ascensão aos postos mais altos da carreira no Exército, como o generalato. A mudança viria em 2012, quando foi autorizado o ingresso de mulheres nas turmas oficiais da linha militar bélica, que permite a promoção.

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Segundo dados das Forças Armadas brasileiras, em 2023, havia cerca de 13 mil mulheres no Exército, correspondendo a 6% do contingente. Marinha e Aeronáutica tinham, respectivamente, 11% e 22%.

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