Em Betim, Lula diz que vai reestatizar refinaria privatizada por Bolsonaro
Presidente criticou privatizações do governo Bolsonaro e falou sobre ameaça de greve dos caminhoneiros
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (20/3), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que vai reestatizar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, que foi privatizada em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
"A Petrobras, que era uma empresa que todo dia era atacada, voltou a ser a empresa mais rentável deste país. Porque nós fazemos as coisas que precisam ser feitas. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia", revelou.
O anúncio veio durante discurso do presidente na Refinaria Gabriel Passos (Regap), entre Betim e Ibirité. Ele criticou a privatização de ativos estatais e falou sobre a alta nos preços de combustíveis decorrente da Guerra do Irã.
Críticas a privatizações
“Os privados dizem sempre aquele negócio de que [estatal] não é rentável, de que não tem lucro. Se não é rentável, não deveria ter privados querendo comprar”, disse.
Lula também questionou a venda da BR Distribuidora (atual Vibra Energia), privatizada por Bolsonaro: “Como a gente não tem mais a distribuidora, a Petrobras determina o preço. (...) Eles desmontaram aquilo que era uma fonte de regulação da Petrobras, que era a distribuidora tanto de gás, quanto de combustível”.
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Greve dos caminhoneiros?
O presidente avaliou que se a venda tivesse sido em um governo dele “haveria uma greve” e disse que os trabalhadores deveriam ter se mobilizado contra a privatização da Liquigás, também no governo Bolsonaro: “Quando venderam a Liquigás, deveria ter uma greve para não ser vendida. Não houve”.
A fala vem em meio à ameaça de que caminhoneiros podem entrar em greve após o aumento no preço dos combustíveis. Em busca de conter a alta, o governo federal zerou a alíquota do PIS/Cofins para o óleo diesel e pediu que os estados zerem o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível.
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“Quando a gente ganha as eleições, já tem greve contra a máquina. Ou seja, não há demonstração de que… Eu não retiro o direito de greve, não, porque isso é o exercício da democracia”, discursou Lula.