O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou, nesta quarta-feira (18/02), à Índia. O país é uma das primeiras paradas de uma viagem de Estado à Ásia, que também passará pela Coreia do Sul.
O chefe do Palácio do Planalto saiu do Brasil por volta de 10h40, no horário de Brasília, e fez duas paradas no trajeto: uma na Tunísia, no norte da África, e outra em Manama, no Bahrein, Oriente Médio.
Lula pousou na base aérea de Palam, no Aeroporto Internacional Indira Gandhi, em Nova Délhi, capital da Índia, por volta das 6h, no horário de Brasília, de onde seguiu para o hotel onde ficará hospedado, Taj Palace.
Na capital indiana, Lula deve discursar ao lado de cerca de 20 líderes globais e participar de encontros paralelos à cúpula internacional sobre IA, organizada pelo governo do premiê Narendra Modi. O evento reúne ainda executivos de grandes empresas de tecnologia, como Google, Nvidia e OpenAI.
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"A convite do primeiro-ministro Narendra Modi, partimos agora para a Índia. Nos próximos dias, participarei da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial e vamos discutir novas oportunidades de cooperação entre Brasil e Índia. De lá, seguiremos para a Coreia do Sul para, a convite do presidente Lee Jae Myung, fortalecer também os laços entre nossos países", escreveu Lula em redes sociais.
Na ocasião, o presidente pretende reforçar preocupações com vieses em algoritmos e episódios de discriminação, incluindo o impacto de deepfakes em processos eleitorais. Brasil e Japão co-presidem o grupo de trabalho sobre IA “segura e confiável”, um dos focos do encontro.
Ao menos oito acordos podem ser assinados durante a visita. Dentre eles, está prevista a entrada em vigor da ampliação do prazo de vistos de turismo e negócios, de cinco para dez anos; a ampliação de relação comercial entre Mercosul e Índia; aceleração de aprovação de medicamentos produzidos na Índia com autorização nos Estados Unidos ou Europa; e ampliação de projetos aeronáuticos com abertura de espaço da indústria brasileira na Força Aérea Indiana.
O presidente é acompanhado de cerca de dez ministros, parlamentares e uma delegação empresarial. Mais de 300 pessoas foram credenciadas para encontros de negócios, conforme informações do Itamaraty.
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Com informações de Ana Mendonça*
