A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta terça-feira (3/2) inquérito policial que apurou a prática de crimes contra a administração pública e o sistema econômico-financeiro em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Segundo a PCMG, um esquema criminoso causou prejuízo estimado em R$ 1,16 milhão aos cofres públicos. Ao todo, foram indiciadas 18 pessoas, entre elas um vereador, empresários, servidores públicos e outros suspeitos de desvio de salário de assessor.
O inquérito policial, com 13.544 páginas, foi concluído com indiciamento pelos crimes de tráfico de influência, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais, com atribuição criminal e eleitoral.
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"Os fatos investigados ocorreram entre os anos de 2023 e 2024 e envolvem a atuação de um grupo estruturado, composto por agentes públicos e particulares, voltado ao desvio de recursos públicos e à obtenção de vantagens ilícitas", destacou a PCMG.
As investigações foram conduzidas pelo 5º Departamento de Polícia Civil, com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) em Uberaba, e tiveram início em junho de 2025.
No curso dos trabalhos, foram cumpridos, em 7 de julho do ano passado, mandados de busca e apreensão em oito endereços residenciais, com a participação de 26 policiais civis. Na época foram apreendidos documentos financeiros, contábeis, fiscais e empresariais, além de dispositivos móveis.
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Financiamento irregular de candidatura de vereador
Conforme apurado pela PCMG, um empresário teria financiado, com recursos de origem ilícita, a candidatura de um vereador. "Em contrapartida, constatou-se a nomeação de assessores parlamentares que, embora formalmente vinculados ao gabinete, não exerciam efetivamente suas funções. Os valores recebidos — incluindo remuneração e benefícios como vale-alimentação — eram posteriormente repassados ao empresário investigado, por meio de 'laranjas'".
A PCMG também destacou que as investigações indicaram a existência de uma organização criminosa que, de forma constante, utilizou a estrutura da administração pública municipal para a prática de ilícitos penais, em prejuízo ao erário. O montante desviado foi estimado em mais de R$ 1,16 milhão.
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Segundo a Câmara Municipal de Uberaba, o Legislativo ainda não tem conhecimento da conclusão do inquérito e qualquer posicionamento ocorrerá após o encaminhamento das informações pela autoridade competente.
