O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comemorou a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela neste sábado (3/1). O governo de Donald Trump ampliou a ofensiva ao país sul-americano com bombardeios e capturou o presidente Nicolás Maduro.

“Que a queda de Maduro sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento”, escreveu, nas redes sociais, o pré-candidato à presidência.

Zema disparou contra o chavismo, movimento político criado por Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, do qual Maduro é o principal herdeiro político. “O chavismo isolou a Venezuela do mundo, destruiu a economia, expulsou milhões do próprio país e mostrou os efeitos trágicos de regimes autoritários”.

O governador concluiu desejando abertura política e financeira ao país: “Que a Venezuela possa se abrir novamente, com liberdade, responsabilidade, democracia e oportunidades reais para sua população reconstruir a própria história”

Reações à ofensiva dos EUA

O posicionamento vai na mesma linha das reações de outras lideranças da direita brasileira. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também comemorou a ação e sugeriu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes receba tratamento parecido ao de Maduro.

Por outro lado, nomes da esquerda brasileira condenaram a intervenção coordenada por Donald Trump. Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, classificou o ataque como "inaceitável à soberania do povo venezuelano e de toda a América Latina".

Após reunião de emergência com membros do governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se posicionou de maneira parecida.

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Para o petista, as ações “ultrapassam uma linha inaceitável”. “Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, escreveu em post nas redes sociais.

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