ATAQUES À VENEZUELA

Nikolas sobre Maduro: ‘Como se fosse a Madre Teresa de Calcutá’

Deputado federal de Minas Gerais ainda diz ver no Brasil sinais de um processo semelhante ao vivido pela Venezuela

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“Engraçado como estão colocando o Nicolás Maduro como se fosse a Madre Teresa de Calcutá, fazendo serviço beneficente, e os Estados Unidos tivessem ido lá prender um assistente social”, ironizou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ao comentar a captura do presidente da Venezuela, levado preso para os Estados Unidos nesse sábado (3/1).

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Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (5/1), para anunciar a destinação de emendas parlamentares para a Santa Casa de Belo Horizonte, o deputado criticou o que chamou de “seletividade” da esquerda e traçou paralelos entre Venezuela e o Brasil.

“Não foi um presidente que foi preso, foi um bandido, um criminoso que foi preso”, disse. “O que as pessoas precisam focar e eu acho que todos estão focando, pelo menos os venezuelanos, é de que isso é um respiro, é um passo, é o primeiro passo para uma caminhada de liberdade”, completou.

Nikolas rejeitou a ideia de que a operação deva ser tratada como um ataque à soberania venezuelana. “Que soberania que o povo venezuelano tinha? Literalmente eles emagrecem 11 kg em média por ano por falta de comida, estavam comendo o cachorro”, disse. O deputado também minimizou críticas sobre interesses econômicos norte-americanos na Venezuela. “Falam do petróleo, mas a China, a Rússia e Cuba já tinham interesses lá antes, e ninguém dizia nada”, afirmou.

Ele ainda diz ver incoerência nas críticas feitas à ação dos Estados Unidos. Citou o episódio envolvendo a ex-primeira-dama do Peru, condenada por corrupção, que recebeu apoio do governo brasileiro para deixar o país. “Quando o Lula manda um jatinho da FAB, com o nosso dinheiro, para buscar uma condenada por corrupção e evitar que ela fosse presa, ninguém fala nada. Aí está tudo bem?”, questionou.

“Fico atônito como as pessoas agora mudaram completamente a visão, né? Nós odiamos ditadores. Aí o Estados Unidos vai lá e prende o ditador. Aí eles não, não façam isso. Vocês têm que decidir. Ou vocês odeiam alguns ditadores ou vocês odeiam todos”, afirmou à imprensa.

Comparação com o Brasil

Nikolas também usou o episódio para fazer paralelos com o Brasil. Disse ver no país sinais de um processo semelhante ao vivido pela Venezuela, ainda que em estágio diferente. “O que acontece na Venezuela é algo, que eu não tenho dúvidas, é um processo lento, gradual que também acontece no Brasil. Falta de liberdade, de liberdade inclusive de imprensa”, afirmou, citando episódios de suposta censura e decisões judiciais que, segundo ele, limitaram a atuação de veículos e produtores de conteúdo.

Questionado sobre a publicação de uma montagem em que sugere o mesmo destino de Maduro ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar minimizou o feito e afirmou que a imagem divulgada nas redes sociais não passou de um “meme”.  

“Acho que pode postar meme ainda, né. ‘Ah, Nikolas, você deseja que capturem o presidente do Brasil? Não tô dizendo isso.’ O meu desejo é muito claro: é de que os criminosos do nosso país também paguem pelos seus crimes. O que acontece no Brasil é o contrário, o criminoso vira presidente e um cara que não cometeu nada tá preso”, disse, ao se referir ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe.

À imprensa, Nikolas admitiu, sem citar o nome de Lula, que a responsabilização daqueles a quem chama de “criminosos” poderia vir de uma intervenção externa no país. "Pode ser por intervenção externa também, né? Porque agora o direito internacional penal não existe mais. Quando você tem uma intervenção do Lula mandando um jatinho da FAB, com o nosso dinheiro de impostos, para pegar a ex-primeira-dama do Peru. Aí ninguém fala nada", disse.

O deputado também atribuiu ao presidente Lula um papel no agravamento da crise de segurança pública na América Latina. “Não tenho dúvidas de que o Lula e todo o Foro de São Paulo ajudaram, e muito, no que temos hoje em relação à criminalidade, ao narcotráfico e à situação da América Latina”, declarou, sem apresentar provas ou entrar em detalhes do que teria sido essa "ajuda".

Nesta segunda, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) protocolou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Nikolas Ferreira pela montagem com Lula, sob a alegação de que o parlamentar estaria estimulando uma intervenção estrangeira no país.

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Outros dois parlamentares também prometeram acionar a Procuradoria. As críticas se estenderam ainda ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também se posicionou favoravelmente à ação dos Estados Unidos na Venezuela e passou a ser incluído nas denúncias apresentadas por políticos do Psol.

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