EX-PRESIDENTE

Bolsonaro pediu remédio antidepressivo e tem previsão de alta para esta quinta (1º)

Ex-presidente já passou por uma cirurgia de hérnia e três para tratar da crise de soluços

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por liderar a tentativa de golpe após as eleições de 2022, deve ter alta nesta quinta-feira (1º) caso seu quadro permaneça estável e, durante sua internação, pediu para fazer uso de remédios antidepressivos, segundo sua equipe médica.

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Nesta quarta (31), ele passou por um novo exame de endoscopia na manhã, apresenta quadro estável e não teve intercorrências.

Nos últimos dias, ele sofreu com picos de hipertensão e teve crises de soluço -motivo pelo qual foi submetido a três procedimentos cirúrgicos, respectivamente no sábado (27), na segunda (29) e terça (30).

O ex-presidente foi internado no hospital DF Star, em Brasília (DF), no último dia 24, para fazer uma cirurgia de hérnia.

Segundo seus médicos, seu quadro é do que se chama de "soluços persistentes", algo extremamente raro. Ao mesmo tempo, ele sofre com uma situação de apneia do sono considerada severa pela equipe que o acompanha, com até 50 registros dentro de uma hora durante a noite.

Esta segunda intercorrência tem causado hipertensão, e ele passou a dormir com auxílio do aparelho Cpap, que ajuda na respiração.

Segundo sua equipe, o estado psicológico afeta o quadro de saúde de Bolsonaro, como de qualquer outro paciente, e como ele está abalado, passou-se a usar medicamento para depressão.

"O próprio [ex-]presidente pediu para fazer uso de algum medicamento antidepressivo. Então foi introduzido [durante a internação] esse tratamento e a gente espera que passe a fazer algum efeito em alguns dias", afirmou Claudio Birolini, médico que acompanha a saúde do ex-presidente.

"Obviamente ele não está feliz, né? [Seu ânimo] oscila um pouco, a gente percebe uma piora considerável nos momentos de soluços prolongados", completou.

A ida ao hospital precisou ser autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), já que Bolsonaro atualmente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado na carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Após essa intervenção, seus médicos decidiram realizar um novo procedimento, desta vez para tentar controlar os seus soluços.

O primeiro procedimento, para bloqueio do nervo frênico direito, foi realizado no último sábado e durou entre 45 minutos e 1 hora.

Na última segunda, foi realizado uma intervenção para bloqueio do nervo frênico esquerdo, que teve a duração semelhante.

Como os soluços retornaram na manhã de terça, ele passou por uma nova intervenção, para reforçar os dois bloqueios.

Desde então, segundo sua equipe, seu quadro é estável e sem intercorrências. A endoscopia desta quarta foi realizada para "avaliação do refluxo gastroesofágico".

Seus médicos devem passar no hospital novamente na manhã desta quinta para avaliar a saúde do ex-presidente e, provavelmente, confirmar a alta. Sua ida para a Superintendência, porém, depende de acertos logísticos feitos com a Polícia Federal.

Bolsonaro seguirá fazendo uso de medicamentos e também do Cpap, para controle da apneia do sono.

Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que houve melhora, mas que ele precisará seguir fazendo tratamentos não invasivos para tentar controlar esse problema.

Segundo o boletim médico divulgado nesta quarta, a endoscopia revelou a "persistência de esofagite e gastrite".

"[Ele] segue em tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP noturno e medidas preventivas para trombose", completa o documento.

"A endoscopia mostrou o quadro que ele já tinha, que é uma gastrite e uma esofagite erosiva. Provavelmente nós suspeitamos que essa esofagite é muito causadora dos soluços", afirmou Brasil Caiado, cardiologista da equipe médica.

Bolsonaro irá receber uma série de orientações de autocuidado que terá que seguir, por exemplo comer de forma mais fracionada e não deitar depois de se alimentar para não ter refluxo.

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Ainda de acordo com Birolini, ele seguirá com curativos depois da alta e precisará se atentar para em com especial atenção ao risco de queda em razão do uso do Cpap.

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