ELEIÇÕES

Pacheco sobre a Venezuela: 'Democracia não nos permite ser seletivos'

Presidente do Congresso brasileiro afirma que país faltou com clareza nas eleições do último domingo

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O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que o governo da Venezuela se afasta da democracia ao não demonstrar “lisura e transparência” nas eleições. Nesta terça-feira (30/7), o parlamentar se posicionou sobre o pleito realizado no país vizinho, no último final de semana, pontuando que toda “violação” da democracia deve ser combatida.

“Numa democracia, a lisura e a transparência do processo eleitoral que assegure a prevalência da vontade do povo são base essencial e insuperável. O governo da Venezuela se afasta disso ao não demonstrar esses valores com clareza. A luta pela democracia não nos permite ser seletivos e casuístas. Toda violação a ela deve ser apontada, prevenida e combatida, seja contra quem for”, disse Pacheco.

No último domingo (28/7), os venezuelanos foram às urnas para escolher um novo presidente. O órgão eleitoral divulgou os resultados apontando para a reeleição de Nicolás Maduro com 51,2% dos votos, contudo a oposição contesta o resultado. Segundo os dados divulgados, o candidato da coalizão contrária ao regime, Edmundo González, recebeu 44% dos votos.

Logo após a divulgação dos resultados, o grupo opositor se reuniu para anunciar que iria tomar as medidas cabíveis e provar que as eleições foram fraudadas. A líder da oposição, Maria Corina Machado, que teve a própria candidatura cassada pela justiça, disse que González venceu com 70% dos votos.

Em meio às dúvidas que cercam o pleito, a tensão cresceu no país. Venezuelanos foram às ruas protestar já na noite de domingo. Pelo menos cinco pessoas foram presas na capital Caracas, segundo as autoridades locais.

Em nota, o Partido dos Trabalhadores (PT) reconheceu a vitória de Maduro e defendeu que ele continue o diálogo com a oposição. Oficialmente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não reconheceu o resultado e o Itamaraty pede mais provas do pleito.

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