
Pacheco sobre a Venezuela: 'Democracia não nos permite ser seletivos'
Presidente do Congresso brasileiro afirma que país faltou com clareza nas eleições do último domingo
Mais lidas
compartilhe
Siga noO presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que o governo da Venezuela se afasta da democracia ao não demonstrar “lisura e transparência” nas eleições. Nesta terça-feira (30/7), o parlamentar se posicionou sobre o pleito realizado no país vizinho, no último final de semana, pontuando que toda “violação” da democracia deve ser combatida.
“Numa democracia, a lisura e a transparência do processo eleitoral que assegure a prevalência da vontade do povo são base essencial e insuperável. O governo da Venezuela se afasta disso ao não demonstrar esses valores com clareza. A luta pela democracia não nos permite ser seletivos e casuístas. Toda violação a ela deve ser apontada, prevenida e combatida, seja contra quem for”, disse Pacheco.
30/07/2024 - 09:49 Além de BH, Bolsonaro visitará Contagem em agosto 30/07/2024 - 11:51 Prefeito será investigado por sugerir colocar Moraes na guilhotina 30/07/2024 - 11:57 PF indicia governador do Rio, Cláudio Castro, por corrupção passiva e peculato
No último domingo (28/7), os venezuelanos foram às urnas para escolher um novo presidente. O órgão eleitoral divulgou os resultados apontando para a reeleição de Nicolás Maduro com 51,2% dos votos, contudo a oposição contesta o resultado. Segundo os dados divulgados, o candidato da coalizão contrária ao regime, Edmundo González, recebeu 44% dos votos.
Logo após a divulgação dos resultados, o grupo opositor se reuniu para anunciar que iria tomar as medidas cabíveis e provar que as eleições foram fraudadas. A líder da oposição, Maria Corina Machado, que teve a própria candidatura cassada pela justiça, disse que González venceu com 70% dos votos.
- Como eleição na Venezuela se tornou 'maior teste' para política externa de Lula?
- Brasil deve esperar volta de Amorim para se pronunciar sobre eleição venezuelana
Em meio às dúvidas que cercam o pleito, a tensão cresceu no país. Venezuelanos foram às ruas protestar já na noite de domingo. Pelo menos cinco pessoas foram presas na capital Caracas, segundo as autoridades locais.
Em nota, o Partido dos Trabalhadores (PT) reconheceu a vitória de Maduro e defendeu que ele continue o diálogo com a oposição. Oficialmente, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não reconheceu o resultado e o Itamaraty pede mais provas do pleito.