Um dos maiores prêmios da literatura em língua portuguesa, o Oceanos anunciou nesta terça-feira (26/8) os 54 livros semifinalistas de sua edição 2026. São 26 títulos de prosa e 28 de poesia, escolhidos entre 3.086 obras inscritas por autores de 13 nacionalidades.
Leia Mais
Os mineiros Adélia Prado, com “O jardim das oliveiras” (Record), e Edimilson de Almeida Pereira, por “Porte Étoile” (Cobalto), além da suíça Prisca Agustoni, radicada em Juiz de Fora, com “Quimera”, estão entre os 28 selecionados na categoria poesia. A editora mineira Relicário também aparece na lista com “Antes de dar nomes ao mundo”, da carioca Adriane Lisboa.
Na categoria prosa, a editora paulista Companhia das Letras ficou com o maior número de selecionados. São oito concorrentes: “A chuva que lança a areia do Saara” (publicado em Portugal), de Ana Margarida de Carvalho, “Caderno de ossos”, de Julia Codo; “Dança de enganos”, de Milton Hatoum; “Depois do trovão”, de Micheliny Verunschk; “Horas azuis”, de Bruna Dantas Lobato; “Meridiana”, de Eliana Alves Cruz; “Te dou minha palavra”, de Noemi Jaffe e “Uma delicada coleção de ausências”, de Aline Bei. Eles concorrerão com romances como “Corsária” (Fósforo), de Marilene Felinto, e “Tudo sobre Deus”, do angolano José Eduardo Agualusa.
A próxima etapa terá dois júris intermediários, um para prosa e outro para poesia, formados por doze integrantes de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal. Eles devem entregar até o dia 12 de outubro a avaliação dos semifinalistas e selecionar cinco livros de cada categoria que seguirão para a final.
O júri de prosa reúne Álvaro Taruma, de Moçambique; João Fernando André, de Angola; Carola Saavedra e Felipe Munhoz, do Brasil; e Sara Figueiredo Costa e José Mário Silva, de Portugal. Os finalistas de poesia serão escolhidos por Leopoldina Fekayamãle, de Angola; Francisco Guita Jr., de Moçambique; Fernando Paixão e Natasha Félix, do Brasil; e Maria Antónia Oliveira e Maria João Cantinho, de Portugal.
Os dez finalistas serão avaliados por um novo júri internacional, responsável pela escolha de um vencedor em prosa e outro em poesia.
“Povoado por criaturas metamórficas, ‘Quimera’ é a segunda etapa de uma trilogia iniciada com ‘O gosto amargo dos metais’, na qual tento fazer da poesia esse lugar de observação e de reflexão sobre os limites entre o humano e o não-humano”, contou Prisca Agustoni, em seu perfil no instagram, ao comentar a indicação ao Oceanos. “O que realmente me faz feliz é estar nessa ciranda diversa e estimulante que é a poesia brasileira contemporânea. Dialogar, ler, ouvir, criar: me comover.”
Confira a lista completa dos semifinalistas nas duas categorias divulgada pelo site Publishnews, especializado no mercado editorial.
Semifinalistas de prosa
-
"A chuva que lança a areia do Saara", Ana Margarida de Carvalho, Companhia das Letras (Portugal)
-
"Aranha movediça", Moacir Fio, Moinhos (Brasil – CE)
-
"Caderno de ossos", Julia Codo, Companhia das Letras (Brasil – SP)
-
"Corsária", Marilene Felinto, Fósforo (Brasil – PE)
-
"Dança de enganos", Milton Hatoum, Companhia das Letras (Brasil – AM)
-
"Depois do trovão", Micheliny Verunschk, Companhia das Letras (Brasil – PE)
-
"Have ya got any castles, baby", Ana Teresa Pereira, Relógio D'Água (Portugal)
-
"Horas azuis", Bruna Dantas Lobato, Companhia das Letras (Brasil – RN)
-
"Matilde", H.G. Cancela, Relógio D'Água (Portugal)
-
"Meridiana", Eliana Alves Cruz, Companhia das Letras (Brasil – RJ)
-
"Mobília humana", jjLeandro, Litteralux (Brasil – MA)
-
"Mundo, pára quieto", Ricardo Araújo Pereira, Tinta-da-China (Portugal)
-
"Não é ainda o pânico", Rui Nunes, Relógio D'Água (Portugal)
-
"Narração nocturna", João Paulo Borges Coelho, Editorial Fundza (Moçambique)
-
"Niemand", Andre Klojda, Litteralux (Brasil – RJ)
-
"O almoxarife almaxerifado", João Henriques BarretoLima, Inmensa Editorial (Brasil)
-
"O Mel sem abelhas", Judite Canha Fernandes, Gradiva (Portugal)
-
"Quem tem medo dos santos da casa", Sara Duarte Brandão, Dom Quixote (Portugal)
-
"Recordações e andorinhas", J. Rentes de Carvalho, Quetzal (Portugal)
-
"Se não me quiseres amar agora no inverno, quando?", António Cabrita, The Poets and Dragons Society (Portugal)
-
"Sob a capulana do destino e outros contos", Énia Lipanga, Nandyala (Moçambique)
-
"Te dou minha palavra", Noemi Jaffe, Companhia das Letras (Brasil – SP)
-
"Todas as famílias felizes", Miguel d'Alte, Suma de Letras (Portugal)
-
"Tudo sobre Deus", José Eduardo Agualusa, Quetzal (Angola)
-
"Última memória entrevista com Sthoe", Lucílio Manjate, Alcance Editores (Moçambique)
-
"Uma delicada coleção de ausências", Aline Bei, Companhia das Letras (Brasil – SP)
Semifinalistas de poesia
-
"A parte desejada", Ademir Demarchi, Lambrequim (Brasil – PR)
-
"Antes de dar nomes ao mundo", Adriana Lisboa, Relicário (Brasil – RJ)
-
"As mãos", Rui Teixeira Motta, Guerra e Paz Editores (Portugal)
-
"Boris e Marina", Alberto Martins, Companhia das Letras (Brasil – SP)
-
"Cavalo partido ao meio", Danilo Villa, Primata (Brasil – BA)
-
"Coisa de nada", Duarte Drumond Braga, não (edições) (Portugal)
-
"Corpos da memória", Helder Macedo, Caminho (Portugal)
-
"Costurar a linguagem", Zacarias Nguenha, Fundação Fernando Leite Couto (Moçambique)
-
"De-estar, entrestrelas", Age de Carvalho, Cobalto Livros (Brasil – PA)
-
"Diáspora não é lar", Nina Rizzi, Pallas (Brasil – SP)
-
"Matriarca cidade", Dalgo Silva, 7Letras (Brasil – CE)
-
"Modos de construção sobre tapumes", Gabriela Sobral, Cachalote (Brasil – PA)
-
"Nada entre dois polegares", João Gabriel Madeira Pontes, 7Letras (Brasil – RJ)
-
"Noite devorada", Mar Becker, Círculo de Poemas (Brasil – RS)
-
"O jardim das oliveiras", Adélia Prado, Record (Brasil – MG)
-
"Para espantar horror do tempo", Ben Jone, Oleba Editores (Moçambique)
-
"Para o naufrágio do fogo", Britos Baptista, Gala-Gala (Moçambique)
-
"Porte Étoile", Edimilson de Almeida Pereira, Cobalto Livros (Brasil – MG)
-
"Pote de mel e outros poemas", Leonardo Gandolfi, Editora 34 (Brasil – RJ)
-
"Quimera", Prisca Agustoni, Círculo de Poemas (Suíça-Brasil)
-
"Radiografia das árvores", Ivana Fontes, Aboio (Brasil – SE)
-
"Relógio sem rosto", Carlos Machado, Patuá (Brasil – BA)
-
"Satori na laje", Edson Cruz, EditoRia (Brasil – BA)
-
"Sobre a queda de uma pétala", Adriano Wintter, Bestiário (Brasil – RS)
-
"Terreno", Duarte Scott, Tinta-da-China (Portugal)
-
"Toda manhã era vez", Carla Diacov, Ofícios Terrestres (Brasil – SP)
-
"Tratado das coisas sensíveis", Pedro Pereira Lopes, Imprensa Nacional – Casa da Moeda (Moçambique)
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
-
"Tratado sobre noite", Whaskety Fernando, Mapeta (Moçambique)
