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Casos de Covid-19 voltam a subir no Brasil; e especialistas fazem alerta

Até o início de novembro de 2026, foram contabilizadas pouco mais de 118 mil notificações de síndrome gripal associadas ao coronavírus

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O Brasil registra uma tendência de alta nas infecções por Covid-19 nas últimas seis semanas, atingindo diferentes faixas etárias. Apesar do aumento na circulação do vírus, o Ministério da Saúde afirma que o cenário nacional ainda é de baixo risco, sem sinais de maior letalidade da doença.

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Até o início de novembro de 2026, foram contabilizadas pouco mais de 118 mil notificações de síndrome gripal associadas ao coronavírus. Laboratórios privados também registram nove semanas consecutivas de aumento na proporção de testes positivos.



Onde os casos de Covid estão subindo?


Dados do Ministério da Saúde, ajustados para compensar atrasos nas notificações até o fim de outubro, apontam aumento das infecções em 19 estados e no Distrito Federal, nas cinco regiões do país:



  • Norte: Rondônia e Roraima.

  • Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

  • Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso.

  • Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

  • Sul: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


Um dos indicadores usados para acompanhar o avanço é a taxa de positividade, que mostra a proporção de exames positivos entre os testes realizados.



Por que as infecções voltaram a crescer?


Segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), oscilações são comuns entre vírus respiratórios. O surgimento de novas cepas e o aumento do número de pessoas suscetíveis favorecem essas ondas de infecção.


Até a 42ª semana epidemiológica de 2026, quase 2.200 amostras brasileiras foram enviadas ao banco internacional Gisaid, que identificou 127 linhagens do coronavírus. A variante XFG e suas derivadas representam cerca de 90% dos sequenciamentos.


De acordo com Kfouri, a predominância de uma variante indica vantagem de transmissão, mas não significa necessariamente que ela provoque casos mais graves.


O que os dados mostram sobre internações?



Prédio da Fiocruz. Foto: Reprodução


O boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aumento de internações por problemas respiratórios associados ao coronavírus no Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo. Em Mato Grosso, a Covid-19 já é a principal causa de hospitalizações por problemas respiratórios agudos.


Em 2026, até 31 de outubro, foram registrados 3.479 pacientes hospitalizados e 437 mortes com presença do coronavírus. Os números incluem casos de infecção simultânea por outros vírus.


Nas análises do último mês, a Covid-19 representou 8,5% das internações com vírus identificado e 24,1% dos óbitos nessa categoria.


Kfouri explica que o aumento de infectados pode elevar o número absoluto de internações, mesmo sem crescimento na proporção de casos graves.



Quem corre mais risco de complicações?


Idosos, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos continuam entre os grupos mais vulneráveis à Covid-19.


O InfoGripe aponta que bebês com menos de dois anos apresentam as maiores taxas de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por qualquer vírus. Já a mortalidade por essas síndromes é mais elevada entre pessoas com mais de 65 anos.


O que fazer para se proteger?


Os especialistas recomendam manter a vacinação em dia, principalmente entre os grupos de maior risco. Pelo calendário do Ministério da Saúde, pessoas com 60 anos ou mais devem receber doses a cada seis meses. Gestantes precisam de uma dose a cada gravidez, enquanto crianças e pessoas imunocomprometidas seguem esquemas específicos.


Segundo Tatiana Portella, pesquisadora responsável pelo InfoGripe na Fiocruz, a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e mortes por Covid-19.

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Quem apresentar sintomas como tosse e coriza deve evitar contato com pessoas vulneráveis. Em caso de dificuldade para respirar, a orientação é procurar atendimento médico.


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