Imagens registram perseguição e tiros que mataram secretário de Queimados
Perseguição policial com disparos na via expressa termina em tragédia; agentes foram afastados enquanto novas imagens passam por perícia detalhada
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A Polícia Civil e o Ministério Público investigam a morte de Jefferson Dias da Silva na Avenida Brasil. O caso ocorreu durante uma perseguição policial na via expressa. Quatro policiais militares admitiram ter atirado contra o veículo do secretário de Queimados, que ocupou o cargo de vereador no município por três mandatos.
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Jefferson dirigia um carro elétrico branco e retornava da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Conforme a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), agentes do 22º BPM declararam que receberam alerta pelo rádio sobre o automóvel em alta velocidade e com uma roda aparentemente em chamas.
Os policiais localizaram o condutor próximo ao Complexo da Maré e ordenaram a parada e o desembarque. Segundo os relatos, Jefferson não obedeceu. Após ouvirem tiros no local, um policial atirou contra a roda traseira do veículo, que seguiu pela via e furou outros dois pontos de bloqueio.
Interceptação e disparos na via expressa
Na altura da Passarela 14, uma viatura interceptou o carro. O automóvel rodou na pista e colidiu com a mureta de proteção. Os agentes afirmaram que o motorista tentou dar marcha a ré para escapar e que novos disparos atingiram os pneus.
Um integrante do Batalhão Tático de Motociclistas relatou ter efetuado sete disparos com fuzil calibre 7,62 mm diante de uma situação descrita como perigo iminente. Ao quebrarem o vidro do automóvel imobilizado, os policiais encontraram o secretário morto por perfurações de arma de fogo.
Afastamento de agentes e perícias
A Polícia Militar confirmou que seis agentes participaram do episódio. A corporação afastou cinco envolvidos: quatro lotados no 22º BPM e um no batalhão de motociclistas. Não há informações a respeito do sexto policial mobilizado na ação.
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As armas dos policiais foram recolhidas para perícia e eventuais exames de confronto balístico. A delegacia ouviu os seis militares e a esposa de Jefferson. O documento oficial indica que ainda não foi possível definir de quais armas partiram os tiros fatais nem a origem dos disparos relatados pelos agentes. Não há confirmação sobre a presença de arma com o secretário.
O governo do estado afirmou que a apuração deve ocorrer de forma célere, rigorosa e transparente. Peritos realizam análises nas gravações feitas pelas câmeras operacionais dos uniformes dos agentes.
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