Bancários da Caixa Econômica Federal completaram, nesta quarta-feira (23/9), 14 dias de paralisação. A greve da categoria foi deflagrada nacionalmente em 9 de setembro, e reivindica, principalmente, reformas no plano de saúde dos funcionários.

Nessa segunda-feira (21/9), um acordo da Caixa foi recusado por 67,1% dos votos em assembleia com os trabalhadores, que decidiram pelo prosseguimento da mobilização por tempo indeterminado. "Seguimos cobrando uma proposta decente e um Saúde Caixa sustentável para os trabalhadores e suas famílias", afirmou o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região (Seeb/BH), Ramon Peres.

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Após a rejeição da proposta, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à Caixa na terça-feira (22/9), informando o resultado das assembleias e solicitando a reabertura das negociações.

Em tentativa de mediação após o impasse, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos empregados da Caixa. A audiência com a Contraf-CUT foi agendada para esta quarta-feira.

Principais reivindicações

O Saúde Caixa está no centro das negociações. Os funcionários pedem o retorno do modelo de custeio com 70% de responsabilidade do banco e 30% dos beneficiários. Eles também exigem o fim do teto de custeio e da cobrança por consultas emergenciais.

Outro ponto é a garantia do plano de saúde na aposentadoria para os empregados admitidos após 2018. A categoria também cobra o abono dos dias parados durante a greve.

Até o momento, um novo ato está programado para esta quinta-feira (24/9), às 10h, em frente à Superintendência Regional BH Leste, na Avenida do Contorno.

Funcionamento durante a greve

Atualmente, segundo o sistema de atendimento virtual do banco, as unidades estão operando com capacidade reduzida, o que pode atrasar os atendimentos. Clientes do interior de Minas Gerais também reportam que agências tanto da Caixa quanto do Banco do Brasil não estão funcionando, afetando os procedimentos que não podem ser realizados por canais digitais ou caixas eletrônicos.

O calendário de pagamentos de benefícios sociais, no entanto, incluindo o Bolsa Família, está mantido. Os depósitos automáticos para os cerca de 35 milhões de beneficiários não serão afetados pela paralisação e ocorrerão normalmente. Os beneficiários ainda podem utilizar os canais digitais e alternativos para verificar datas de pagamento, valores e a situação do benefício sem a necessidade de ir a uma agência.

A oferta dos serviços presenciais da Caixa depende da adesão ou não dos trabalhadores de cada agência à greve. O Estado de Minas entrou em contato com o Seeb/BH para apurar o estado das unidades do banco na capital e região metropolitana, mas, até a publicação desta matéria, não recebeu resposta.

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*Estagiágia sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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