A primavera começa oficialmente nesta terça-feira (22/9), às 21h05, e traz consigo um cenário climático de extremos para o Brasil. Impulsionada por um El Niño que está se fortalecendo rapidamente, a nova estação dividirá o país em duas realidades opostas: enquanto a Região Sul enfrentará chuvas volumosas e risco de enchentes, o Norte e parte do Nordeste sofrerão com uma seca severa e temperaturas recordes.

Este panorama é resultado direto do aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Oficialmente declarado em junho de 2026, o fenômeno deve persistir pelo menos até o início de 2027, com mais de 90% de probabilidade de atingir intensidade forte a muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. Essas condições moldarão o tempo nos próximos meses, exigindo atenção de setores como agricultura, energia e defesa civil.

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O que é o  e como ele afeta a primavera?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração na temperatura do oceano modifica os padrões de vento e umidade globais, intensificando as chuvas no Sul do Brasil e provocando secas severas no Norte e Nordeste.

Na prática, a atmosfera mais quente sobre o Pacífico favorece a formação de áreas de instabilidade que são transportadas para o sul do continente. Ao mesmo tempo, esse sistema bloqueia a chegada de frentes frias e umidade à porção norte do país, agravando as condições de estiagem na Amazônia e no sertão nordestino.

Como fica o tempo em cada região do Brasil?

A previsão detalhada para a estação das flores revela um mapa de contrastes climáticos. As temperaturas devem ficar acima da média na maior parte do território nacional, mas o regime de chuvas varia drasticamente de uma área para outra.

Região Sul

Espera-se uma primavera com chuvas muito acima da média histórica, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. O cenário eleva o risco de temporais, enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Há também uma maior probabilidade de formação de ciclones extratropicais.

Região Sudeste

A estação terá temperaturas elevadas e chuvas irregulares. Embora a umidade comece a retornar, são esperados períodos mais secos e quentes que o normal. Pancadas de chuva forte podem ocorrer de forma isolada, principalmente a partir de novembro, mas sem o volume previsto para o Sul.

Região Centro-Oeste

O calor será a marca da estação, com temperaturas consistentemente acima da média. As chuvas retornam de forma gradual, mas ainda de maneira irregular. A umidade do ar tende a permanecer baixa em longos períodos, o que pode favorecer a ocorrência de queimadas.

Região Norte

Esta será a região mais afetada pela seca. A previsão indica chuvas muito abaixo da média, principalmente no Amazonas, Pará e Tocantins. O calor intenso e a falta de chuva devem agravar a seca dos rios, impactando a navegação, e aumentar significativamente o risco de incêndios florestais.

Região Nordeste

O tempo também será mais seco e quente que o normal, sobretudo no interior, em estados como Maranhão, Piauí e Bahia. As chuvas, quando ocorrerem, serão mal distribuídas e insuficientes para reverter o quadro de estiagem em muitas localidades.

As orquídeas surgiram há cerca de 83 milhões de anos no Hemisfério Norte, mas encontraram no Brasil condições favoráveis para uma enorme diversificação. Hoje, o país abriga mais de 2.500 espécies, favorecidas pela variedade de climas, relevos e ambientes. Imagem de Annette por Pixabay
Uma revisão publicada na revista Plants reuniu quase quatro séculos de estudos sobre as orquídeas brasileiras. Liderado por Edlley Max Pessoa, o trabalho mostra como fatores naturais e a história da pesquisa ajudaram a revelar essa diversidade. Imagem de Wilhan José Gomes wjgomes por Pixabay
O clima quente e úmido de muitas regiões, a diversidade de florestas e a variedade de altitudes criaram inúmeros ambientes favoráveis às orquídeas. Ao longo de milhões de anos, essas condições contribuíram para a diversificação das espécies no território brasileiro. Divulgação Guinness
As orquídeas em geral são plantas da família Orchidaceae, que chamam atenção pela beleza. São originárias de todas as regiões do mundo, exceto os desertos mais secos e as áreas geladas dos polos. Imagem de JackieLou DL por Pixabay
Como citado, a maior diversidade de espécies de orquídeas é encontrada nas regiões tropicais, especialmente na América do Sul (particularmente no Brasil), América Central, sudeste da Ásia e algumas ilhas do Pacífico. Imagem de Manuel de la Fuente por Pixabay
As orquídeas possuem uma grande variedade de formas, tamanhos e cores. Elas podem ser bem pequenas, ou ter flores grandes e chamativas. Imagem de Iva Castro por Pixabay
As cores variam desde o branco puro até tons vibrantes de roxo, rosa, amarelo, vermelho e até verde ou azul. Imagem de Ralph por Pixabay
As flores de orquídeas têm três pétalas e três sépalas. Uma das pétalas é modificada em um "labelo" (ou lábio), que serve para pouso de polinizadores, como abelhas ou mariposas. Imagem de armennano por Pixabay
Muitas orquídeas crescem sobre outras plantas (geralmente árvores) sem serem parasitas. Elas obtêm nutrientes e umidade do ar e da chuva, utilizando suas raízes adaptadas para aderir a superfícies como cascas de árvores. Imagem de Manuel de la Fuente por Pixabay
As orquídeas têm ciclos de vida variados, incluindo reprodução por meio de sementes minúsculas ou através de divisões de rizomas ou brotações laterais. Imagem de JackieLou DL por Pixabay
As sementes de orquídeas são extremamente pequenas e leves, quase como pó, e não contêm reservas nutritivas, por isso dependem de fungos para germinação e crescimento iniciais. Imagem de Dmitriy por Pixabay
Algumas espécies de orquídeas são extremamente longevas, podendo viver décadas, especialmente quando cultivadas em condições adequadas. Imagem de Myriams-Fotos por Pixabay
Orquídeas são conhecidas por sua habilidade de formar híbridos entre espécies e até entre gêneros. Isso tem resultado em uma enorme diversidade de formas e cores, especialmente entre as variedades cultivadas para fins ornamentais. Imagem de armennano por Pixabay
As folhas das orquídeas variam em forma e textura, dependendo do habitat da espécie. Algumas têm folhas carnudas e suculentas para armazenar água, enquanto outras têm folhas finas e alongadas. Imagem de armennano por Pixabay
Cuidar de orquídeas em casa pode ser uma experiência gratificante, especialmente se você conhecer suas necessidades básicas. A maioria das orquídeas prefere luz indireta e brilhante. Coloque-as perto de janelas voltadas para o leste ou o oeste. Imagem de Robson veneziani por Pixabay
Evite a luz solar direta e intensa, que pode queimar as folhas. Se as folhas estiverem muito escuras, pode ser um sinal de falta de luz; se estiverem amarelando, pode ser excesso de luz. Orquídeas geralmente preferem temperaturas amenas. Imagem de Džoko Stach por Pixabay
Durante o dia, a faixa ideal é de 18 a 30°C, enquanto à noite deve estar entre 15 e 20°C. Evite mudanças bruscas de temperatura. Regue suas orquídeas quando o substrato estiver seco. Em média, uma vez por semana no verão e a cada duas no inverno. Imagem de Mike Darger por Pixabay

Quais os principais impactos esperados?

A configuração climática desenhada pelo El Niño nesta primavera traz consequências diretas para diversas áreas da sociedade e da economia. Os principais efeitos previstos são:

  • Agricultura: o excesso de chuva no Sul pode prejudicar o plantio da safra de verão e causar perdas em culturas já estabelecidas. No Norte e Nordeste, a seca compromete a produção agrícola e a pecuária.

  • Recursos hídricos: a estiagem na Amazônia pode levar os rios a níveis criticamente baixos, afetando o transporte de cargas e pessoas. No Sul, o nível dos reservatórios tende a subir, mas o risco de inundações aumenta.

  • Energia: a vazão reduzida dos rios no Norte e Nordeste pode impactar a geração de energia em hidrelétricas como Belo Monte e Tucuruí, enquanto as usinas do Sul devem operar com capacidade elevada.

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  • Defesa Civil: os alertas para desastres naturais se intensificam. No Sul, o foco está em inundações e deslizamentos, enquanto no Norte e Centro-Oeste, a preocupação central é com as queimadas e a baixa umidade do ar. 

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