El Niño e La Niña: entenda os fenômenos que afetam o clima no Brasil
Com transição de La Niña para neutralidade, especialista explica as causas da instabilidade climática e o que esperar para 2026
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As recentes ondas de calor, seguidas por tempestades severas em várias partes do Brasil, não são eventos isolados. Grande parte dessa instabilidade está inserida em um cenário de transição climática, com o país saindo de um período de influência do fenômeno La Niña, que resfria as águas do Oceano Pacífico.
Em fevereiro de 2026, o Brasil atravessa uma fase de transição. O episódio de La Niña que começou em setembro de 2025 está perdendo força, e os meteorologistas preveem a entrada em uma fase de neutralidade climática nos próximos meses, antes da possível formação de um novo fenômeno.
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O que é o El Niño?
De forma simplificada, o El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança de temperatura, mesmo a milhares de quilômetros de distância, impacta a circulação atmosférica e mexe com o clima em diferentes continentes.
No Brasil, os efeitos são bem definidos e variam conforme a região:
Região Sul: aumento expressivo do volume de chuvas, com maior risco de enchentes e inundações.
Norte e Nordeste: períodos de seca mais intensos e prolongados, afetando reservatórios e a agricultura.
Sudeste e Centro-Oeste: temperaturas acima da média e ondas de calor mais frequentes e duradouras.
E a La Niña, o que muda?
A La Niña é o fenômeno oposto. Ela ocorre quando as mesmas águas do Pacífico Equatorial esfriam mais do que o normal, gerando um efeito contrário ao de seu "irmão" mais quente. A atmosfera reage a esse resfriamento, reorganizando os padrões de vento e umidade.
Com a La Niña, o cenário climático brasileiro tende a se inverter:
Região Sul: períodos de estiagem e seca, com chuvas abaixo da média, prejudicando as lavouras.
Norte e Nordeste: aumento das chuvas, com potencial para cheias em rios importantes da região.
Sudeste e Centro-Oeste: tendência a temperaturas mais amenas, embora a ocorrência de calor intenso não seja descartada.
O que esperar para as próximas estações?
Atualmente, em fevereiro de 2026, o Brasil está em uma fase de transição, saindo de um período de atuação da La Niña que começou em setembro de 2025 e deve terminar entre janeiro e março de 2026. Essa mudança não é imediata e a atmosfera ainda leva um tempo para se ajustar, o que explica a persistência de eventos extremos.
A previsão indica a possibilidade de transição para condições neutras entre janeiro e março de 2026, seguida pela potencial formação de um novo El Niño entre o segundo semestre e o final de 2026. Se confirmado, a tendência é de retorno de chuvas mais volumosas no Sul e condições mais secas no Norte e Nordeste a partir da primavera.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.